LCD, Plasma e OLED ou "no tube, no cry"
- Por Erick Pessôa (com ajuda do Gizmodo US)
- 11:14 - 22-10-2008
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Você resolveu que está na hora de montar um grande sistema de entretenimento para impressionar as gatas (ou para convidar seus amigos nerds, sendo mais realista). Aí surge a primeira questão: que tipo de TV é melhor pra mim? Ninguém mais quer uma televisão CRT, com aquele tubo de imagem GIGANTE, ocupando todo o espaço da sala. E depois, as outras dúvidas: qual é o raio da diferença entre TVs LCD e Plasma? Não é tudo a mesma coisa? DEUS, me ajude!!
Plasma
Sempre é bom saber como as coisas funcionam, certo? Então, a TV de plasma funciona à base de vidro e gases, simples assim. Quando você coloca eletricidade nesses gases, eles magicamente sofrem uma reação física que faz com que eles ‘acendam’. Ok, não é exatamente mágica. Os gases acendem porque ficam ‘presos’ em umas células cobertas de fósforo’, se tranformando em um estado da matéria chamado ‘plasma’. Oh! A cor (ou ausência de cor, eu sei) preta é bem melhor nas TVs de plasma do que nas LCD, porque é possível simplesmente ‘apagar’ um pixel, deixando a tela, no lugar, preta. A qualidade das cores, graças a esse processo, são super intensas. Só que como esses gases estão presos em pequenas células entre duas placas de vidro, o reflexo da luz diretamente na tela pode atrapalhar um pouco.
As primeiras TVs de Plasma tinham um problema tão absurdo que acabou ficando no imaginário popular como um problema eterno: os "pixels queimados" por imagens estáticas (como os loguinhos das emissoras no canto da tela). Hoje, isso é praticamente uma lenda urbana, não acontece mais. Lógico que se você pegar aquela cena super clara e cheia de cor de um episódio multicolorido de Pokémon e deixar em pause por algumas semanas, tem chance de ficar marcado na tela. Mas se você evitar deixar a TV ligada por SEMANAS com uma imagem estática, você estará bem.
Outro problema superado pela tecnologia do Plasma é a vida útil dos aparelho. Hoje, uma TV de plasma dura praticamente a mesma coisa que uma LCD, chegando à 60.000 horas de uso ou mais, o que dá mais ou menos 15 anos de uso regular.
O último problema real do Plasma, que está sendo sanado pelos fabricantes, é o chamado "efeito Denver" de altutide. A cidade de Denver, nos Estados Unidos, fica acima de 1.800 metros de altitude, e a TV de Plasma, por ter gases nobres, acaba sofrendo com a pressão e gerando ruídos estranhos (menos do que um gato no cio, mais do que um pequinês com gripe). De qualquer forma, as TVs atuais de plasma agüentam até 2.800 metros. Ou seja, se você não morar no Pico da Neblina (2994m), não terá nenhum problema com sua TV de plasma em território brasileiro.
As TVs de plasma também andam emagrecendo. Já existem telas de 150′ (como a TV apresentada pela Panasonic na IFA deste ano aqui em Berlim) com espessura de 12,5 centímetros.
LCD
Sabe aquelas calculadoras de bolsos e o seu relógio digital? Pois é, a tecnologia é a mesma das TVs de LCD. Isso nada mais é do que uma tela de cristal líquido (um gel, na verdade) que é iluminada por trás. O grande barato é o modo com que as cores são geradas. Subpixels verdes, azuis e vermelhos combinados é que geram o arco de cores diferentes que a gente vê.
Essa luz que ilumina o gel de cristal líquido é o que cria uma vantagem e uma desvantagem para as TVs LCD: com a luz, a TV fica menos reflexiva, ou seja, mesmo em um quarto bem iluminado é possível se apreciar a imagem sem reflexos de luz chatos. Ao mesmo tempo, você perde a intensidade da cor preta na tela, pois por menor que seja a iluminação do pixel, nunca será um preto 100% (apesar dos fabricantes estarem cada vez mais próximos disso).
Outro grande problema citado das TVs LCDs é o que chamamos de "motion blur". Para cenas muito movimentadas ou esportes dinâmicos, como o basquete, por exemplo, a ação fica ligeiramente borrada. Isso quer dizer que em cenas de muita movimentação, a imagem perde nitidez. Os fabricantes estão criando maneiras de contornar isso, diminuindo o intervalo de resposta para 2ms, enquanto outros chegam inserem um quadro negro entre um quadro e outro para compensar. Outra solução apresentada é pegar duas cenas e gerar uma terceira para preenchimento, mas isso obviamente gera uma qualidade de imagem meio porca. De qualquer maneira, TVs com 120Hz estão dobrando o número de quadros do vídeo, enganando nossos olhos e eliminado os borrões.
Para a galera fissurada em sistemas de entretenimento, outro grande problema das telas LCD é o ângulo de visão. Quanto mais longe do centro da TV você está, mais a imagem fica distorcida e com as cores mais estranhas. Isso também está sendo melhorado pelos fabricantes, mas se você for assistir uma TV LCD de lado, se prepare para ver algumas supresas.
De qualquer forma, a TV LCD ainda toma uma surra uns tabefes leves em termos de tamanho; enquanto Plasma já oferece há algum tempo TVs e normes, tipo, de 150′, as LCDs estão ainda na casa dos 50‘ só agora estão chegando perto. Mas isso é uma questão de tempo.
A Philips apresentou na IFA, em Berlim, um protótipo de 32 polegadas LCD com apenas 8 mms de espessura. E a Sony apresentou a tecnologia Motion Flow, que oferce 200Hrz em LCD, matando o problema do Motion Blur. Como você deve imaginar, as empresas de tecnologia ficam inventando várias coisas para deixar sua tela perfeita na hora de jogar Rock Band e tal.
Olhando pro futuro: OLED
Essa tecnologia é a mais falada atualmente. Tudo que as TVs de Plasma e LCD não conseguem oferecer individualmente, a OLED aparentemente consegue.
NA IFA, a OLED foi tratada como a TV do futuro. Tudo bem que ainda é uma tecnologia absurdamente cara, mas é algo que todo dia peço para que se torne realidade, desde a primeira vez que vi de perto. Cores vibrantes e intensas, pretos realmente 100% pretos e elas são realmente finas. Não, sério, a espessura faz você repensar toda a sua vida.
OLED quer dizer Organic light-Emmiting Diode, traduzindo diodo orgânico emissor de luz. Isso quer dizer que em breve talvez você tenha uma TV "orgânica" na sua casa. Ela funciona através de choques elétricos que acendem esse "componentes orgânicos" e tal. Com isso, as telas OLED podem ser absurdamente finas, já que não precisam de luz por trás como as LCDs, além de com usar muito menos energia. Ainda é ridiculamente caro, mas tenho certeza que vai melhorar.
Basicamente, as partículas coloridas fosforecentes são fundidas a um substrato (que pode ser uma tela de vidro, metálica ou plástico), que pode acontecer de 4 maneiras diferentes:
- Evaporação térmica à vácuo
- Depósito fásico de vapor orgânico
- Impressõa por jato de tinta
- Impressão por vapor orgânico
Independentemente da maneira diferente que cada um trata o material fosforecente, todos os métodos são um pé no saco de fazer (leia-se: caros d-e-m-a-i-s).
Fazer uma tela grande de OLED ainda é meio impossível (elas tendem a se curvar no meio). Vi um protótipo da Sony de 32 polegadas, com os absurdos 9 mms de espessura, mas ainda vai demorar para você conseguir comprar uma 42′ por menos do que o preço de um carro esporte italiano. Além disso, a vida útil das telas OLED ainda não é bala. Por enquanto, elas duram algo como 15.000 horas, bem menos do que as TVs LCDs e plasmas.
Veredicto:
No final das contas, você tem que ir mesmo à uma loja, perder uma boa hora na frente das telas e ver o que é melhor para o seu gosto. Mas aqui está um resuminho que não vai atrapalhar:
Plasma é melhor para:
- Esportes
- Cinema
- Boa para ambientes mais escuros, sem luz direta
- Oferece tamanhos de telas maiores
- É melhor para imagens dinâmicas, movimentos rápidos
LCD é melhor para:
- Ambientes mais iluminados
- Bom para videogames, porque tem cores mais vibrantes
- Maior variedade de modelos
Pois é. Se achou tudo isso muito complexo, espera só até o próximo post sobre TV à Laser.









