Guilherme Fontes, conhecido por papéis marcantes na televisão brasileira, surpreende não só pela carreira, mas também pela vida que escolheu levar. Há três décadas, o ator trocou o glamour urbano por uma rotina reclusa, no coração da Mata Atlântica. Ao lado de animais silvestres e longe da ostentação, ele criou um refúgio único e autêntico — bem diferente do que se espera de um galã dos anos 1990.

Uma vida entre pedras, árvores e silêncio
Desde 1994, quando interpretou Alexandre em A Viagem, Fontes mora na mesma casa, localizada no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, colada à Floresta da Tijuca e vizinha da Rocinha. A propriedade é cercada por mata densa, pedras decorativas e uma piscina, e recebe visitas inesperadas: cobras, macacos, tucanos, lagartos e até preguiças fazem parte da rotina do ator.
Ele relata que já encontrou uma cobra enrolada na árvore de Natal e outras tantas no jardim ou até no carro. Para ele, a presença constante dos animais é apenas mais uma característica do local que escolheu para chamar de lar.
Simplicidade como filosofia de vida
Apesar de viver em uma área nobre, Fontes adota um estilo de vida descomplicado. Sua casa é grande, mas não mantém empregados fixos. Prefere cuidar pessoalmente das tarefas diárias, como preparar refeições, lavar roupas e limpar a casa. Eventualmente, recebe ajuda para organizar o jardim e colocar a casa em ordem, mas, no geral, tudo é feito por ele mesmo — com prazer.
“Dou conta de tudo: da comida à poeira. Moro em casa e não gosto de viver rodeado de empregados. Faço o que precisa ser feito”, afirma.
Pai de dois filhos — Carolina, de 19 anos, e Carlos, de 16 —, frutos de seu casamento com Patrícia Lins e Silva, o ator hoje está em um relacionamento com Viviane Sarahyba. Mesmo com a família e compromissos profissionais, ele mantém sua conexão com a natureza como prioridade.
Aos 58 anos, Guilherme Fontes parece ter encontrado um equilíbrio raro: entre o anonimato, a liberdade e o som da floresta.
[Fonte: Terra]