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Ciência

A falta de sexo pode prejudicar sua saúde? Leia o que diz a ciência

A ausência de atividade sexual pode trazer impactos para a saúde física e emocional, especialmente entre os mais jovens. Veja o que especialistas apontam sobre as possíveis consequências e como lidar com elas.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A sexualidade desempenha um papel importante na saúde e no bem-estar das pessoas. Embora a falta de sexo não seja um problema para todos, pesquisas mostram que ela pode causar desconforto físico e psicológico em alguns casos. Com a pandemia e mudanças nos hábitos sociais, a questão se tornou ainda mais evidente, especialmente entre os jovens.

O impacto da falta de sexo na saúde

De acordo com Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Faculdade de Medicina da USP, a falta de sexo pode estar associada a sintomas de sofrimento psicológico e físico. Isso ocorre especialmente em pessoas que enfrentam dificuldade em manter uma vida sexual ativa ou que têm baixo interesse sexual.

A especialista explica que esses sintomas podem ser ligados a desequilíbrios hormonais, como a baixa produção de hormônios sexuais e da tireoide, além de condições como diabetes e depressão. Esses fatores podem agravar os impactos da abstinência sexual, especialmente entre aqueles que sentem desconforto pela ausência de relações íntimas.

A falta de sexo afeta todos de maneira igual?

Carmita Abdo ressalta que nem todos sofrem com a falta de sexo. Em alguns casos, a ausência de atividade sexual não causa mal-estar significativo. Isso é particularmente observado em pessoas que não têm interesse ou desejo sexual elevado, o que não deve ser considerado um problema.

Por outro lado, mesmo pessoas em relacionamentos estáveis podem enfrentar dificuldades devido à falta de relações íntimas. Quando isso ocorre, a libido pode ser redirecionada para outras atividades, o que pode causar um afastamento emocional entre os parceiros.

A influência da pandemia nas relações sexuais

A pandemia trouxe mudanças significativas na forma como as pessoas se relacionam. Carmita aponta que as restrições de contato físico e o medo de contaminação dificultaram o envolvimento sexual, levando muitos a recorrerem a interações virtuais.

Além disso, o foco na higiene e no cuidado com secreções corporais durante o período pandêmico alterou as dinâmicas sexuais de diversas formas. Segundo a especialista, os jovens foram os mais afetados, pois a frequência sexual é geralmente maior nessa faixa etária, entre 18 e 22 anos.

A ausência de sexo também tem implicações biológicas. O sexo estimula a liberação de substâncias químicas positivas no cérebro e promove uma sensação de conexão e troca. Sem essa atividade, os sintomas mais comuns incluem irritabilidade, quadros depressivos e queda na imunidade.

Tratamentos e soluções

Carmita Abdo reforça que é possível tratar problemas associados à ausência ou dificuldades relacionadas ao sexo. Questões como falta de desejo, ejaculação precoce e dor durante as relações podem ser solucionadas com acompanhamento médico ou psicológico.

Além disso, promover o diálogo aberto entre parceiros pode ajudar a reduzir tensões e fortalecer os vínculos emocionais. Quando o sexo é satisfatório para ambas as partes, ele traz benefícios emocionais, físicos e reforça a intimidade no relacionamento.

Reflexão final

A falta de sexo pode, sim, causar impactos na saúde, especialmente entre aqueles que sentem desconforto com a ausência dessa atividade. No entanto, é importante lembrar que a sexualidade é vivida de forma única por cada indivíduo. Buscar equilíbrio, compreender as próprias necessidades e, se necessário, buscar apoio profissional são passos essenciais para promover o bem-estar emocional e físico.

[Fonte: Gazeta de S. Paulo]

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