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Ciência

A maior descoberta da arqueologia egípcia em 100 anos: encontram a primeira tumba de um faraó desde Tutancâmon

Pesquisadores acreditam que a sepultura pertence ao rei Tutmés II, cujo reinado foi breve, mas sua tumba permaneceu intacta por mais de 3.500 anos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Apesar das inúmeras escavações arqueológicas realizadas no Egito ao longo dos séculos, o país continua guardando segredos sob suas areias. Embora se pudesse pensar que tudo já foi descoberto, periodicamente surgem achados que reescrevem a história dessa civilização milenar. Prova disso é a recente descoberta de uma tumba faraônica, a primeira a ser encontrada intacta em um século.

O mais surpreendente é que, a princípio, os arqueólogos acreditavam que a sepultura pertencia à esposa de um rei, especificamente de Tutmés II, o quarto faraó da XVIII Dinastia do Egito, que reinou por apenas quatro anos, entre 1.517 a.C. e 1.513 a.C.

O local da descoberta e a importância do achado

A tumba foi encontrada nas proximidades de Luxor, em uma área localizada a pouco mais de dois quilômetros a oeste do Vale dos Reis, uma necrópole onde estão sepultados muitos faraós do Antigo Egito. Foi ali que uma equipe conjunta de arqueólogos britânicos e egípcios encontrou a primeira tumba real de um faraó egípcio em mais de 100 anos.

Ao analisar os textos hieroglíficos encontrados no local, inicialmente pensou-se que a tumba pertencia a uma rainha ou consorte real, possivelmente a rainha Hatshepsut. No entanto, um estudo mais aprofundado das inscrições e dos objetos encontrados revelou que o ocupante da tumba era, na verdade, Tutmés II, esposo de Hatshepsut e provável pai de Tutmés III, um dos mais importantes faraós do Antigo Egito.

O desafio de decifrar a história egípcia

Esse erro inicial de identificação ilustra a complexidade do trabalho dos arqueólogos ao tentar decifrar a história do Antigo Egito. As inscrições, apesar de detalhadas, podem ser ambíguas se não forem analisadas dentro de um contexto mais amplo. Além disso, no Egito Antigo, era comum que certos títulos fossem compartilhados entre diferentes membros da realeza, tornando a tarefa dos pesquisadores ainda mais desafiadora.

O achado é particularmente significativo porque é a primeira tumba de um faraó descoberta intacta nos últimos 100 anos. A última descoberta de magnitude semelhante ocorreu em 1922, quando Howard Carter desenterrou a tumba de Tutancâmon. Diferentemente de outras sepulturas que foram saqueadas ao longo dos séculos, esta permaneceu em excelente estado de conservação, com seus tesouros e artefatos funerários praticamente intocados.

O que foi encontrado na tumba?

No interior da tumba, arqueólogos encontraram joias elaboradas, estatuetas, armas cerimoniais e vasos de alabastro, todos destinados a acompanhar o monarca em sua jornada para o além.

Além disso, um conjunto de papiros contendo textos religiosos e mágicos escritos em hieróglifos foi descoberto. Esses documentos podem conter versões desconhecidas de hinos, encantamentos e rituais, oferecendo informações valiosas sobre as crenças espirituais da época.

Novas descobertas ainda podem surgir

Saqqara tem sido palco de inúmeras descobertas arqueológicas ao longo dos anos, incluindo a pirâmide escalonada de Djoser, a mais antiga do Egito. O surgimento de uma nova tumba real nesta região reforça a ideia de que ainda há muitas histórias escondidas sob as areias da necrópole. Com isso, os arqueólogos acreditam que ainda podem ser encontradas mais tumbas e tesouros ocultos na área.

 

Fonte: Infobae

 

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