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Ciência

A surpreendente história por trás do “banho-maria” que você usa na cozinha

Você pode até usar o banho-maria para preparar pudins ou derreter chocolate, mas sabia que essa técnica nasceu da alquimia? Descubra quem foi a enigmática Maria por trás do nome e por que esse método milenar continua essencial na cozinha moderna.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Presente em receitas do dia a dia, o banho-maria parece uma técnica simples, mas carrega consigo séculos de história e um passado que mistura ciência, alquimia e culinária. Pouca gente conhece a origem real do nome ou sua importância para preparações delicadas. Neste artigo, revelamos as curiosidades por trás dessa prática e sua aplicação até os dias atuais.

Uma técnica antiga com raízes na alquimia

O banho-maria é usado para aquecer alimentos de forma controlada, utilizando vapor de água para transmitir calor de maneira uniforme. Ideal para derreter chocolate, cozinhar pudins ou engrossar molhos, ele evita o superaquecimento e protege a textura dos ingredientes.

A origem da técnica remonta à antiguidade, sendo descrita inicialmente em contextos alquímicos na Alexandria, onde o controle de temperatura era essencial para manipulações químicas. Há registros atribuídos a Hipócrates, no século V a.C., e também em livros romanos como o Apicius, do século V d.C.

Ainda que o nome “Maria” não fosse usado nas primeiras menções, o método já era aplicado para preparar medicamentos e conservar alimentos. A conexão com a alquimia ajudou a expandir seu uso para outras áreas, como a gastronomia.

Quem foi a misteriosa Maria?

A figura histórica associada ao banho-maria seria Maria, a judia — uma alquimista que viveu no Egito durante os primeiros séculos da nossa era. Zósimo de Panópolis, um dos mais antigos autores alquímicos conhecidos, mencionou Maria em seus escritos, chamando-a de “a divina Maria”.

Ela teria criado vários instrumentos utilizados na alquimia, entre eles o kerotaki, uma versão ancestral do banho-maria. Mesmo com poucas informações concretas sobre sua vida, é amplamente reconhecida por sua contribuição à ciência e por ser uma das primeiras mulheres a se destacar nesse campo.

A relevância do banho-maria na culinária de hoje

A técnica continua essencial nas cozinhas atuais, especialmente em preparações que exigem delicadeza e precisão no cozimento. Sobremesas como pudins, flans e cheesecakes ganham consistência suave e uniforme quando feitas em banho-maria, evitando rachaduras e queimas.

Com os avanços da tecnologia, surgiram equipamentos modernos baseados no mesmo princípio, como fornos com vapor controlado e panelas específicas. Apesar disso, o método tradicional segue sendo amplamente utilizado — tanto por chefs quanto por cozinheiros amadores.

Mais do que uma simples técnica, o banho-maria é um elo entre passado e presente, onde tradição e ciência se encontram para criar resultados perfeitos na cozinha.

[Fonte: Correio Braziliense]

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