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Tecnologia

As apps mais invasivas do seu celular: descubra quais são e o que fazem com seus dados

Você sabe quais aplicativos estão coletando suas informações pessoais e como esses dados são utilizados? Um estudo revela quais são as apps mais invasivas, que tipo de informações coletam e como você pode proteger sua privacidade.
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Tempo de leitura: 4 minutos

No mundo digital, a coleta de dados é uma prática comum, mas muitas vezes os usuários não têm conhecimento do quanto suas informações estão sendo compartilhadas. Algumas das aplicações mais populares no mercado utilizam seus dados para publicidade, análise de comportamento e até mesmo para vender informações a terceiros. Saiba quais apps lideram a lista das mais invasivas e como minimizar os riscos à sua privacidade.

Por que os aplicativos coletam e compartilham dados?

O uso de aplicativos móveis cresce exponencialmente a cada ano, e com ele, a coleta de informações pessoais se tornou uma prática recorrente. Em 2024, foram feitas mais de 257 bilhões de downloads de aplicativos em todo o mundo, um número muito superior aos 141 bilhões em 2016.

Além de oferecerem serviços e funcionalidades, muitas dessas plataformas lucram vendendo ou compartilhando informações dos usuários com empresas de publicidade e análise de dados. As justificativas para essa coleta incluem:

  • Publicidade de terceiros: os dados são usados para segmentar anúncios personalizados.
  • Marketing do próprio app: informações ajudam a melhorar a monetização interna do aplicativo.
  • Análises e métricas: comportamento dos usuários é avaliado para otimizar funcionalidades.
  • Personalização da experiência: aplicativos ajustam a interface e recomendações com base nos hábitos do usuário.
  • Melhoria do funcionamento: dados são usados para corrigir falhas e aprimorar a experiência.

O problema surge quando os apps coletam mais informações do que o necessário, sem que os usuários tenham plena consciência do que estão compartilhando.

Quais são os aplicativos mais invasivos?

O estudo analisou as políticas de privacidade e os termos de uso das aplicações mais populares para identificar quais delas coletam e compartilham mais dados pessoais. As principais categorias envolvidas foram redes sociais, apps de negócios, entretenimento, jogos e plataformas de encontros.

Redes sociais: as campeãs da invasão de privacidade

Os aplicativos da Meta (Facebook, Messenger, Instagram e Threads) lideram a lista, compartilhando 68,6% dos dados pessoais dos usuários com terceiros, principalmente para fins de publicidade.

Além disso, 91,4% das informações são utilizadas para otimizar o funcionamento da plataforma e 85,7% para métricas e análises. Isso significa que a maior parte dos dados inseridos nesses aplicativos pode ser usada para interesses comerciais.

Outro destaque é o LinkedIn, a rede social voltada para o mundo profissional. A plataforma coleta 74,3% dos dados para seu funcionamento e usa 68,6% para análises, compartilhando 37,1% das informações com terceiros, incluindo localização e lista de contatos.

No terceiro lugar, Amazon utiliza 68,6% dos dados para melhorar a experiência de compra, mas compartilha apenas 5,7% das informações com terceiros.

Apps de negócios mais invasivos

No segmento corporativo, o LinkedIn continua no topo, seguido por Gmail e WhatsApp Business. Essas plataformas usam 57,1% dos dados dos usuários para seu funcionamento, mas compartilham menos informações externas:

  • Gmail: apenas 8,6% dos dados são enviados a terceiros.
  • WhatsApp Business: compartilha 5,7% das informações, incluindo identificação do dispositivo e preferências do usuário.

Apps de entretenimento mais invasivos

Entre as plataformas de streaming e vídeos, YouTube se destaca como a mais invasiva:

  • Utiliza 65,7% dos dados para funcionamento e personalização.
  • Compartilha 31,4% das informações com terceiros.

Já a Amazon Prime Video usa 40% dos dados para outras finalidades e 42% para análises, mas compartilha apenas 8,6% das informações com empresas externas. Spotify também aparece na lista, utilizando 57,1% dos dados para funcionamento e 28,6% para personalização da experiência do usuário.

Apps de jogos e plataformas de encontros

Curiosamente, os aplicativos de jogos são menos invasivos do que as redes sociais. Roblox e Monopoly Go não compartilham informações com terceiros, enquanto Candy Crush Saga é a única da categoria que cede 8,6% dos dados para fins publicitários.

Já entre os aplicativos de encontros, a coleta de informações é maior.

  • Bumble: utiliza 51,4% dos dados para funcionamento e 31,4% para personalização.
  • Tinder: compartilha 5,7% das informações com terceiros, sendo o mais invasivo nesse aspecto.
  • Hinge: se destaca como o menos invasivo, sem compartilhar dados externos.

Como proteger seus dados contra apps invasivos

Se você quer manter sua privacidade, algumas medidas podem ajudar a reduzir o impacto da coleta de dados:

  1. Leia as políticas de privacidade antes de baixar um aplicativo.
  2. Use a versão web sempre que possível, já que a coleta de dados costuma ser menor do que na versão mobile.
  3. Revise os acessos dos apps e desative permissões desnecessárias, como localização e acesso a contatos.
  4. Exclua apps que não utiliza, pois muitos continuam coletando dados mesmo sem serem usados.
  5. Dê preferência a apps com criptografia de ponta a ponta, como Signal ou Telegram.

Embora a coleta de dados seja uma realidade inevitável no mundo digital, os usuários podem tomar decisões mais informadas e limitar a quantidade de informações compartilhadas. O controle da privacidade está, em grande parte, em suas mãos.

 

Fonte: Infobae

 

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