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Brasil avança em testes para importar energia da Venezuela

O Brasil deu início aos testes para importar energia da Venezuela, com potencial de economia de até 500 mil reais por dia. Entenda os impactos e próximos passos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O Brasil iniciou testes para avaliar a viabilidade de importar energia da Venezuela, com objetivo de atender à demanda energética de Roraima e reduzir custos. A linha de transmissão entre Boa Vista e Santa Elena de Uiarén, paralisada desde 2019, está sendo avaliada. Caso os resultados sejam positivos, a importação poderá trazer uma economia expressiva e melhorar o abastecimento no único estado fora do sistema interligado nacional.

O início dos testes

Os testes começaram na segunda-feira, conforme anunciado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e têm duração prevista de 96 horas. Eles estão sendo realizados na linha de transmissão de 230 kV que conecta Boa Vista, em Roraima, a Santa Elena de Uiarén, na Venezuela.

A importação prevista é de até 15 MW, com custo estimado de 1.096,11 reais por Megawatt-hora, conforme autorizado pelo governo brasileiro à comercializadora Bolt Energy. A expectativa é que a energia venezuelana seja mais barata do que a geração termelétrica local que atualmente abastece o estado.

Contexto da importação

A linha de transmissão estava inativa desde 2019, quando as importações de energia da Venezuela foram interrompidas devido a tensões diplomáticas entre os países durante o governo Jair Bolsonaro. Desde então, Roraima depende exclusivamente de usinas termelétricas locais, cujo combustível é subsidiado pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).

Esse subsídio representa um dos maiores encargos da conta de luz e gera custos bilionários para o sistema energético brasileiro. A retomada das importações é uma iniciativa do governo Lula, em planejamento há mais de um ano, para melhorar a infraestrutura energética de Roraima e reduzir despesas operacionais.

Benefícios esperados

Segundo o ONS, a importação de energia da Venezuela pode gerar economia de até 500 mil reais por dia, considerando a substituição de usinas mais caras e o impacto na reserva operativa e no controle de frequência do sistema.

Além da redução de custos, a integração da energia venezuelana traria mais estabilidade ao fornecimento elétrico em Roraima, que atualmente não faz parte do sistema interligado nacional.

Próximos passos

Após a conclusão dos testes, o desempenho da interligação será avaliado pelo ONS. Se os resultados forem positivos, a importação comercial poderá ser aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que ainda precisa deliberar sobre o projeto para cumprir os requisitos legais.

A autorização pelo Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE) já foi obtida na semana passada, marcando um avanço importante para viabilizar essa operação.

Conclusão

A retomada da importação de energia da Venezuela representa uma oportunidade significativa para reduzir custos e melhorar o abastecimento em Roraima. Com os testes em andamento e a avaliação técnica em curso, o Brasil dá um passo importante rumo à integração energética regional e à redução de encargos para os consumidores.

[Fonte: Brasil 247]

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