O campeonato aconteceu entre 18 e 26 de outubro e reuniu atletas do mundo inteiro. William, que já tinha experiência em três mundiais e um título sul-americano, finalmente trouxe para o Brasil um feito inédito no canicross.
Segundo o atleta, a torcida brasileira fez toda a diferença. “Percebi que não corria mais só por mim, e sim por uma nação”, disse ele ao jornal Correio. O momento mais marcante? Ouvir o hino nacional no pódio. “Foi uma baita emoção”, relembra.
Canicross: o esporte que une humano e cachorro

Mas afinal, o que é canicross? A modalidade nasceu na Europa nos anos 1980 como uma forma de socializar cães e virou esporte oficial em 1986, na França.
É simples de explicar — mas nada simples de executar: o atleta corre preso ao cachorro por um equipamento especial. O animal puxa o humano, e a dupla precisa se manter em harmonia, sincronizando ritmo, direção e fôlego.
William conheceu o canicross por acaso, durante eventos de mountain bike e trail run que organizava. Um participante pediu para correr com o cachorro e acendeu a faísca. Em 2012, ele decidiu entrar de vez na modalidade — e nunca mais largou.
A rotina puxada até o título
O treino para o mundial começou ainda em 2023. E, como William destaca, é um desafio duplo. “Talvez esse seja o esporte mais complexo que já pratiquei. Você precisa treinar você, precisa treinar o seu cachorro, precisa alimentar o seu cachorro da melhor forma possível — e se alimentar bem também.”
Ou seja: não basta correr rápido. É preciso construir confiança, vínculo e preparo físico conjunto.
O que vem pela frente para William e Tonha
Depois do título mundial de canicross, a dupla já mira novos desafios. William e Tonha iniciaram a preparação para o Pan-Americano, marcado para novembro de 2026.
A vitória deixa um alerta e um convite: descubra mais sobre essa modalidade que cresce no Brasil, entenda como funciona essa parceria radical e veja como o esporte pode transformar a relação entre atleta e cão. A história de William e Tonha mostra que, quando humanos e animais correm juntos, o impossível fica a poucos metros de distância.
[Fonte: Correio Braziliense]