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Cientistas isolados na Antártica pedem resgate após agressão e ameaças

Pesquisadores que trabalham em uma base isolada na Antártica relataram uma situação alarmante. Um membro da equipe teria agredido um colega e feito ameaças de morte, gerando um pedido urgente de resgate.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O que aconteceu?

Um grupo de cientistas sul-africanos na base Sanae IV, na Costa da Rainha Maud, entrou em contato com as autoridades relatando ameaças e agressões dentro da instalação. Segundo um e-mail enviado ao jornal Sunday Times, um dos pesquisadores afirmou que foi atacado fisicamente e ameaçado de morte por um colega. Além disso, acusou o agressor de assédio sexual contra outro integrante da equipe.

“Infelizmente, o comportamento dele atingiu um nível extremamente preocupante. Ele me agrediu fisicamente e ameaçou matar, criando um ambiente de medo constante”, descreveu o pesquisador na mensagem enviada à imprensa.

A equipe, composta por dez pessoas, agora vive sob tensão e medo, isolada em uma das regiões mais remotas e inóspitas do planeta.

As condições extremas da base Sanae IV

A base Sanae IV foi construída sobre pilares elevados para evitar soterramento pela neve e garantir a segurança da equipe. Projetada para suportar as condições climáticas adversas da Antártica, a instalação enfrenta temperaturas que podem chegar a -50°C no inverno, além de ventos intensos e tempestades frequentes.

O ministro do Meio Ambiente da África do Sul, Dion George, foi acionado para lidar com a crise e afirmou que pretende conversar pessoalmente com a equipe para avaliar a situação. “Você pode imaginar o impacto de viver em um ambiente tão restrito. O espaço é pequeno, e a claustrofobia pode tornar tudo ainda mais desorientador”, disse George ao Sunday Times.

O trabalho dos cientistas na Antártica

A base Sanae IV é um centro de pesquisas científicas voltadas para o estudo de mudanças climáticas, meteorologia, geomagnetismo e o monitoramento da camada de ozônio. Além disso, os cientistas analisam as auroras polares e a atividade solar, contribuindo para a compreensão dos impactos ambientais na região.

Devido ao isolamento extremo e às temperaturas que chegam a -23°C mesmo fora do inverno rigoroso, a equipe evita sair da base para garantir sua segurança. Antes de serem selecionados para missões na Antártica, os pesquisadores passam por rigorosos testes psicológicos para avaliar sua capacidade de lidar com o isolamento e as condições adversas do ambiente.

Agora, diante da crise interna e do medo instaurado na equipe, as autoridades estudam as melhores alternativas para garantir a segurança dos cientistas e resolver a situação o mais rápido possível.

[Fonte: O Globo]

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