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Ciência

Deficiências nutricionais no TEA: como a dieta pode afetar a cognição e o comportamento

A seletividade alimentar no TEA vai muito além de preferências alimentares. Ela compromete a saúde, o aprendizado e a qualidade de vida. Com a combinação certa de profissionais e estratégias, é possível transformar a relação da pessoa autista com a alimentação e promover inclusão verdadeira.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A relação entre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a nutrição tem ganhado atenção crescente entre especialistas e famílias. A seletividade alimentar, comum entre pessoas com TEA, representa mais do que uma recusa a determinados alimentos — ela pode interferir diretamente no desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Por isso, entender suas causas e buscar soluções personalizadas é fundamental.

Por que a seletividade alimentar é tão comum no autismo

A alimentação restrita entre autistas geralmente está ligada a fatores sensoriais e comportamentais. Texturas, cores, cheiros e sabores específicos podem gerar desconforto intenso, fazendo com que a pessoa aceite apenas um número limitado de alimentos.

Além disso, a rigidez comportamental característica do TEA contribui para a repetição de padrões alimentares e resistência a novas experiências à mesa. Isso, com o tempo, pode gerar deficiências nutricionais relevantes e prejudicar o desenvolvimento global.

Nutrientes que mais impactam a saúde e o comportamento

Entre os principais micronutrientes afetados pela alimentação restrita, destacam-se:

  • Vitamina D: essencial para a imunidade e o bem-estar emocional.

  • Ferro: ligado à oxigenação do cérebro e à energia.

  • Ômega-3: influencia a concentração, a memória e o comportamento.

  • Zinco: importante para o paladar e a imunidade, sua deficiência pode intensificar a seletividade alimentar.

A boa notícia é que essas carências podem ser corrigidas com orientação especializada e ações consistentes ao longo do tempo.

Autismo (2)
© Pixabay

Estratégias eficazes e abordagem interdisciplinar

Superar a seletividade exige um trabalho conjunto entre diferentes áreas da saúde. Algumas práticas eficazes incluem:

  • Exposição gradual a novos alimentos, em contextos seguros e variados.

  • Intervenções com psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, atuando no comportamento, sensibilidade e habilidades motoras.

  • Acompanhamento nutricional especializado, com planejamento adaptado às necessidades e preferências da pessoa.

  • Uso de materiais visuais para criar previsibilidade e aceitação no momento das refeições.

O cenário brasileiro e o papel das políticas públicas

Apesar de avanços no reconhecimento do TEA no Brasil, ainda faltam dados sobre a relação entre autismo e nutrição. A carência de profissionais especializados no SUS, o custo das dietas adaptadas e a pouca formação de educadores e equipes de saúde dificultam o acolhimento necessário.

É urgente reconhecer que alimentação é parte central do desenvolvimento e da inclusão. Melhorar o suporte nutricional é abrir portas para mais aprendizado, interação social e qualidade de vida para pessoas autistas em todas as fases da vida.

Fonte: CNN Brasil

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