Uma parte da falésia na Praia de Cotovelo, localizada em Parnamirim, região metropolitana de Natal (RN), deslizou recentemente. Trabalhadores locais relataram que um casal estava próximo ao local do deslizamento, mas felizmente ninguém foi atingido ou ferido.
Esse incidente não é isolado. Em 2022, outro trecho da falésia também desmoronou, levando a Defesa Civil de Parnamirim a alertar sobre o “alto risco” de novos deslizamentos na área.
Outras ocorrências recentes
Este ano, outros deslizamentos foram registrados em praias do litoral sul potiguar, como Tabatinga, em Nísia Floresta, e Madeiro, em Tibau do Sul. Segundo o geógrafo Rodrigo Freitas, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mais de 100 deslizamentos ocorreram no estado em 2024.
Freitas destacou que tanto a parte superior quanto a base das falésias são áreas instáveis, sujeitas a movimentos de massa. Ele alertou para os riscos aos frequentadores, especialmente aqueles que se aproximam dessas áreas.
A dinâmica natural das falésias
As falésias, encontradas em diversas partes do litoral nordestino, são formações geográficas verticais que terminam no mar. Elas sofrem constantemente com a ação erosiva da água e de outros fatores naturais.
Eventos como o deslizamento em Cotovelo são resultados de mudanças naturais que afetam a estabilidade dessas formações. Em 2020, a queda de uma falésia na Praia de Pipa resultou em uma tragédia, com a morte de uma família e seu cachorro.
Estudos e prevenção
Pesquisadores da UFRN têm monitorado a situação das falésias no estado, apontando problemas estruturais em diversas áreas, como as margens da estrada para Tabatinga. Esses estudos ressaltam a necessidade de medidas preventivas para garantir a segurança de moradores e turistas.
Embora a Prefeitura de Parnamirim ainda não tenha se manifestado sobre o incidente mais recente, o alerta permanece: frequentadores devem evitar áreas próximas às falésias, tanto na base quanto no topo, para reduzir os riscos.
Os deslizamentos reforçam a urgência de ações preventivas e de conscientização sobre os perigos associados a essas formações geográficas tão comuns e, ao mesmo tempo, tão desafiadoras para o litoral potiguar.
[Fonte: Diario do Nordeste]