Cibersegurança ganha novos desafios
Os ataques digitais continuam crescendo em sofisticação, alimentados pela inteligência artificial.
Com mais de 25% dos crimes acontecendo online, a cibersegurança se tornou crucial. Segundo Nataly Kremer, da Check Point Software, os ataques cibernéticos aumentaram 75% em 2024. Além do ransomware, o crescimento da Internet das Coisas (IoT), com previsão de 32 bilhões de dispositivos até 2025, amplia os riscos. A IA, enquanto arma de duplo fio, torna os ataques mais precisos, mas também fortalece as defesas, ajudando a detectar ameaças e priorizar riscos.
Conectividade 6G e o impacto na mobilidade
O 6G promete conectar o mundo físico e digital como nunca antes.
Após a expansão do 5G, o 6G já desponta no horizonte como a base do futuro metaverso. Segundo Fredrik Jejdling, da Ericsson, essa tecnologia permitirá experiências imersivas em um mundo ciberfísico, unindo ações e sensações humanas a representações digitais. Além disso, o uso da IA generativa em dispositivos móveis pode transformar a forma como consumimos dados e interagimos digitalmente.
Realidade mista e hologramas
A combinação de realidades aumentada e virtual redefine a interação humano-digital.
Novas tecnologias projetam objetos digitais no mundo físico, criando experiências de realidade mista. Desde chamadas holográficas até gemelos digitais, essas inovações estão rompendo barreiras tecnológicas. As novas lentes inteligentes da Meta, por exemplo, prometem integrar realidades digitais ao cotidiano, substituindo dispositivos volumosos e com fio.
Inteligência artificial como assistente permanente
A IA está se tornando essencial em todos os dispositivos e domínios.
Sam Altman, da OpenAI, descreve a IA do futuro como um “colega supercompetente” que auxilia em tarefas complexas, analisando documentos e até executando ações em nome do usuário. Apesar do avanço, a adoção de assistentes baseados em IA ainda não atingiu o potencial esperado, mas as empresas esperam mudanças significativas em 2025.
Drones e a vigilância constante
Os drones evoluem de simples dispositivos para ferramentas essenciais em várias indústrias.
Com aplicações que vão de resgates a vigilância e logística, os drones estão mais avançados e acessíveis. No entanto, especialistas alertam para os perigos de vigilância excessiva, demandando regulamentações sólidas para equilibrar benefícios e privacidade.
Chips e supercomputadores
Os semicondutores e a computação quântica lideram a inovação global.
A alta demanda por chips alimentados pela IA levou a um investimento massivo por governos e empresas. Paralelamente, os supercomputadores e a computação quântica estão revolucionando áreas como modelagem climática e biológica, com avanços em eficiência energética e poder de processamento.
Deepfakes e desinformação digital
A criação de vídeos e imagens falsas desafia a confiança na informação online.
Ferramentas de IA estão produzindo deepfakes com qualidade impressionante, alimentando propaganda e desinformação. A busca por soluções, como bots treinados para desmascarar falsidades, se intensifica para combater esses impactos negativos na sociedade.
Robôs humanoides e aprendizado autônomo
Os robôs estão cada vez mais próximos de replicar habilidades humanas.
Empresas como Boston Dynamics e startups apoiadas por gigantes como OpenAI e Nvidia estão criando robôs mais acessíveis e funcionais. A integração de IA permite que aprendam com erros, adquirindo habilidades de forma autônoma e transformando indústrias.
Carros autônomos seguem avançando
A tecnologia para veículos sem motorista ganha força, apesar de desafios regulatórios.
Em países como a China, carros autônomos já estão circulando. Manuel Carranza García, da Universidade de Sevilla, defende que os benefícios superam os riscos, destacando a necessidade de avanços legislativos para integrar essa inovação globalmente.
Baterias mais eficientes e sustentáveis
A transição energética exige novas soluções em armazenamento.
As baterias de íons de lítio estão sendo substituídas por alternativas mais avançadas, como baterias de estado sólido e de ferro-ar. Esses novos sistemas prometem maior capacidade, custos reduzidos e tempos de recarga mais rápidos, essenciais para a eletrificação em massa.
A convergência tecnológica prevista para 2025 transformará indústrias e o cotidiano, conectando pessoas, dispositivos e realidades de formas nunca vistas antes.
Fonte: El País