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Ciência

Estas bebidas estão sendo chamadas de “ouro para o cérebro”: uma delas pode reduzir o risco de demência, segundo especialista em longevidade

Compostos naturais presentes em bebidas populares estão ganhando destaque na ciência por seus possíveis efeitos na saúde cerebral. De antioxidantes a substâncias anti-inflamatórias, especialistas indicam que escolhas simples no dia a dia podem influenciar memória, foco e até o risco de doenças neurodegenerativas.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O envelhecimento é uma preocupação crescente — não apenas entre idosos, mas também entre pessoas que buscam preservar a saúde ao longo da vida. Entre os maiores temores estão as doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Nesse cenário, o cuidado com o cérebro deixou de ser algo distante e passou a fazer parte da rotina de quem quer envelhecer com qualidade.

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Hoje, a ciência já sabe que fatores como alimentação, qualidade do sono e níveis de estresse têm impacto direto na saúde cognitiva. Eles influenciam desde a memória até o humor e a capacidade de concentração.

É nesse contexto que a chamada nutrição funcional ganha espaço. A ideia vai além de evitar alimentos prejudiciais: trata-se de incluir na dieta compostos que atuem de forma ativa na proteção do organismo. Segundo o médico David Céspedes, especializado em longevidade, algumas bebidas podem desempenhar um papel importante nesse processo.

Bebidas com potencial anti-inflamatório

Uma das recomendações destacadas por Céspedes é o chamado cúrcuma latte, uma bebida que tem se popularizado nos últimos anos. Seu principal ativo é a curcumina, um composto extraído da cúrcuma.

De acordo com estudos, a curcumina possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Isso significa que ela pode ajudar a combater o estresse oxidativo — um dos principais fatores associados ao envelhecimento celular.

Além disso, há indícios de que essa substância pode atuar na redução do acúmulo de proteínas no cérebro, fenômeno ligado ao desenvolvimento do Alzheimer. Embora ainda existam pesquisas em andamento, os resultados iniciais são considerados promissores.

Chá verde e o risco de demência

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Outra bebida amplamente estudada é o chá verde. Rico em polifenóis e antioxidantes, ele tem sido associado a diversos benefícios para a saúde.

Um estudo realizado no Japão apontou que pessoas que consumiam duas ou mais xícaras de chá verde por dia apresentavam até 43% menos risco de desenvolver demência. A hipótese é que seus compostos bioativos ajudam a proteger os neurônios e reduzir processos inflamatórios no cérebro.

Apesar dos resultados chamarem atenção, especialistas reforçam que o consumo deve fazer parte de um estilo de vida equilibrado, e não ser visto como uma solução isolada.

Mais do que hábitos isolados

O próprio Céspedes alerta que não basta incluir bebidas “milagrosas” na rotina. “Essas bebidas podem ajudar a reduzir a inflamação, mas o problema precisa ser tratado desde a raiz”, afirma.

Isso significa que fatores como alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e controle do estresse continuam sendo fundamentais para a saúde cerebral.

O que realmente faz diferença

A busca por soluções simples para preservar o cérebro é compreensível — e, em muitos casos, válida. No entanto, a ciência indica que os maiores benefícios vêm da combinação de hábitos saudáveis ao longo do tempo.

Bebidas como o cúrcuma latte e o chá verde podem, sim, contribuir nesse processo. Mas o verdadeiro “ouro para o cérebro” talvez esteja menos em um único alimento e mais na consistência das escolhas diárias.

No fim das contas, cuidar do cérebro é um investimento de longo prazo — e começa muito antes dos primeiros sinais de envelhecimento aparecerem.

 

[ Fonte: La Razón ]

 

 

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