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EUA e Israel atacam Irã, e Teerã lança retaliação contra bases americanas no Oriente Médio

Os Estados Unidos iniciaram operações militares contra o Irã com apoio de Israel, alegando neutralizar ameaças nucleares. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra alvos na região. A escalada reduz as chances de diplomacia e amplia o risco de conflito prolongado no Oriente Médio.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O Oriente Médio vive um novo e perigoso capítulo de tensão. Neste sábado (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã, prometendo destruir o programa nuclear do país. Israel confirmou participação nos ataques. Horas depois, Teerã respondeu com uma ofensiva que atingiu diferentes países da região.

Ataques coordenados e promessa de destruição nuclear

Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump afirmou que o Irã rejeitou todas as oportunidades de abandonar suas ambições nucleares e declarou que os EUA “não aguentam mais”. Segundo ele, a operação militar tem como objetivo impedir que Teerã desenvolva armas nucleares e neutralizar ameaças consideradas iminentes.

Diferentemente dos bombardeios realizados em junho de 2025, que duraram poucas horas, fontes ouvidas pela CNN indicam que desta vez a campanha pode se estender por vários dias.

Autoridades israelenses afirmaram que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos potenciais, mas não há confirmação oficial sobre os resultados. A agência Reuters informou que Khamenei teria sido transferido para um local seguro antes dos ataques.

Retaliação atinge países do Golfo

A resposta iraniana foi imediata. A Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de mísseis e drones contra Israel e contra bases e interesses americanos na região.

Explosões foram registradas nos Emirados Árabes Unidos, no Catar, no Bahrein, no Kuwait, na Jordânia e no Iraque — países que abrigam instalações militares dos Estados Unidos. No Bahrein, autoridades disseram que o centro de apoio da Quinta Frota americana foi alvo de ataque.

O Catar afirmou ter interceptado todos os projéteis direcionados ao seu território. Já nos Emirados, testemunhas relataram fortes estrondos em Abu Dhabi e Dubai.

Também houve explosões próximas à ilha iraniana de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país pelo estreito de Ormuz — um ponto estratégico para o mercado global de energia.

Companhias aéreas internacionais cancelaram voos em diversas rotas do Oriente Médio.

Diplomacia nuclear perde força

A nova escalada praticamente encerra as expectativas de avanço diplomático nas negociações nucleares. EUA e Irã haviam retomado conversas indiretas em fevereiro, mas os últimos encontros não produziram resultados concretos.

O programa de mísseis balísticos iraniano continua sendo um dos principais impasses. Washington exige limites mais amplos, enquanto Teerã rejeita vincular seu programa de mísseis às negociações nucleares.

Trump afirmou que a presença militar ampliada dos EUA na região tinha como objetivo pressionar o Irã a fazer concessões. Segundo ele, a operação busca “eliminar ameaças iminentes” ao povo americano.

Impacto interno e temor entre civis

Em Teerã, relatos indicam correria a bancos e postos de combustível. Filas se formaram em várias cidades, enquanto moradores demonstravam receio de cortes de internet e dificuldades de comunicação com familiares no exterior.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva conjunta criará condições para que o povo iraniano “remova o jugo da tirania”. Já o ministro da Defesa israelense classificou o ataque como preventivo.

A operação ocorre meses após uma guerra aérea de 12 dias entre Israel e Irã, e em meio a repetidos alertas de que novos ataques seriam lançados caso o programa nuclear iraniano avançasse.

O governo iraniano nega buscar armas atômicas e afirma estar disposto a negociar restrições em troca da suspensão de sanções econômicas — mas rejeita interferências em seu programa de mísseis.

Com operações previstas para durar vários dias, o conflito entra em uma fase de alta incerteza. A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos de uma escalada que pode redesenhar o equilíbrio geopolítico da região.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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