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Ciência

Flávio Bolsonaro e Lula seguem na disputa pela Presidência: votação será em 25 de outubro

A disputa pela Presidência continuará até 25 de outubro. Após um primeiro turno polarizado, as duas campanhas começam agora a buscar eleitores e apoios que ficaram fora da decisão.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O Brasil ainda não definiu quem ocupará a Presidência a partir de 2027. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) avançaram ao segundo turno e terão mais três semanas de campanha. Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, o resultado mantém PT e bolsonarismo como principais forças da disputa, enquanto abre uma nova corrida pelos votos dos candidatos eliminados no primeiro turno.

Flávio e Lula disputarão a Presidência em 25 de outubro

De acordo com o Metrópoles, com 96,60% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro aparecia com 47,72% dos votos, enquanto Lula registrava 44,70%. A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro.

A disputa coloca frente a frente dois políticos com trajetórias bastante diferentes.

Aos 80 anos, Lula busca um quarto mandato presidencial. O petista governou o país entre 2003 e 2011 e retornou ao Palácio do Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro na eleição de 2022.

Flávio Bolsonaro, de 45 anos, concorre à Presidência pela primeira vez. Senador desde 2019, iniciou sua trajetória eleitoral na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde exerceu quatro mandatos. Em 2016, disputou a Prefeitura do Rio, mas não avançou ao segundo turno.

Com a definição dos dois finalistas, as campanhas passam agora a buscar os votos destinados aos outros 11 candidatos no primeiro turno, além de negociar apoios partidários.

A campanha foi marcada por ataques, medidas de governo e controvérsias

Segundo o relato do Metrópoles, os 49 dias do primeiro turno foram marcados pela tentativa das duas campanhas de explorar pontos considerados vulneráveis de seus adversários.

Lula procurou associar Flávio ao legado político de Jair Bolsonaro e também explorou questionamentos relacionados ao Banco Master. Paralelamente, o governo anunciou medidas econômicas e sociais durante o período eleitoral, como uma nova edição do Desenrola Brasil, reajuste do Bolsa Família, iniciativas relacionadas aos combustíveis e mudanças na tributação federal de compras internacionais de até US$ 50.

Flávio, por sua vez, concentrou críticas na condução da economia e da segurança pública pelo governo federal, além de questionar decisões do Supremo Tribunal Federal e explorar investigações e suspeitas envolvendo pessoas próximas ao presidente.

O senador também procurou ampliar seu apoio entre mulheres e eleitores de centro, apresentando-se em determinados momentos como politicamente diferente do pai e reconhecendo erros cometidos durante o governo de Jair Bolsonaro.

Sua campanha também enfrentou controvérsias. Uma delas envolve o financiamento do filme Dark Horse, sobre a eleição de 2018. Conforme noticiado pelo Metrópoles, a Polícia Federal investiga recursos destinados à produção, e Flávio foi incluído no inquérito. O senador nega irregularidades e afirma que o projeto foi financiado com recursos privados.

Do lado petista, adversários exploraram investigações relacionadas a pessoas próximas de Lula, incluindo seu filho Fábio Luís Lula da Silva. A existência de investigações ou suspeitas, em ambos os casos, não equivale à comprovação de irregularidades.

O segundo turno abre uma nova disputa por alianças e eleitores

A partir de agora, votos que estavam distribuídos entre outras candidaturas tornam-se estratégicos.

Entre os candidatos que ficaram fora do segundo turno estão nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury e Renan Santos, além de representantes de partidos menores.

Segundo o Metrópoles, Augusto Cury chegou a crescer nas pesquisas após o primeiro debate presidencial, mas perdeu força posteriormente. Nenhuma candidatura conseguiu impedir que Lula e Flávio concentrassem a disputa principal.

O calendário eleitoral também será curto.

A campanha de segundo turno começa nesta segunda-feira, 5 de outubro, com atos de rua e propaganda pela internet. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão retorna em 9 de outubro.

O prazo para debates e horário eleitoral termina em 23 de outubro. No dia seguinte, acabam carreatas, caminhadas e distribuição de material de campanha.

Em 25 de outubro, os eleitores retornam às urnas.

O resultado abre uma nova etapa em uma eleição marcada pela continuidade da polarização política brasileira, mas com uma configuração inédita na disputa presidencial: Lula tenta permanecer no Planalto, enquanto Flávio Bolsonaro busca chegar à Presidência pela primeira vez.

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