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Funcionário da DOGE já foi demitido por vazamento de dados em empresa de cibersegurança

Edward Coristine, um jovem de 19 anos recrutado por Elon Musk para a DOGE, foi demitido em 2022 por compartilhar informações sigilosas de uma empresa de cibersegurança. Agora, ele tem acesso a dados altamente sensíveis do governo dos EUA, gerando preocupações sobre segurança nacional.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Edward Coristine, um dos membros mais controversos da equipe de Elon Musk na DOGE (Departamento de Eficiência Governamental), tem um histórico problemático. Segundo um novo relatório da Bloomberg News, o jovem foi demitido de uma empresa de cibersegurança em 2022 por vazar informações confidenciais para concorrentes. O mais alarmante é que ele continua a ter acesso a redes governamentais críticas, levantando questões sobre a falta de controle e supervisão na administração federal.

Histórico de vazamento de dados

Coristine, que trabalhava como estagiário na empresa Path Network, foi desligado depois de ser flagrado compartilhando informações internas com concorrentes. “Edward foi demitido por vazar informações internas para concorrentes. Isso é inaceitável e temos tolerância zero para esse tipo de comportamento”, dizia a nota da empresa na época.

No entanto, logo após sua demissão, Coristine teria se gabado em um servidor do Discord de que ainda tinha acesso a todos os sistemas da empresa. Segundo ele, nunca explorou essa vulnerabilidade porque “não faz parte de sua índole”.

Agora, com sua entrada na DOGE, ele tem acesso a dados críticos do governo, gerando receios de que informações altamente sensíveis possam estar em risco.

DOGE: Uma ameaça disfarçada?

A equipe DOGE foi criada por Musk com a suposta intenção de reduzir desperdícios e combater fraudes no governo. No entanto, relatórios indicam que a realidade é bem diferente. Desde sua formação, o grupo tem se infiltrado em diversas agências governamentais, acessando dados sigilosos e promovendo cortes agressivos em áreas que Musk e Trump consideram desnecessárias.

Um dos alvos recentes da DOGE é a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). A organização está à beira do colapso após cortes massivos de pessoal, reduzindo sua equipe de milhares de funcionários para apenas 300. A agência viu seu site sair do ar e diversos funcionários foram colocados em licença administrativa.

Falta de prestação de contas e nomeações polêmicas

A administração Biden expressou preocupação com a falta de supervisão sobre a DOGE, mas a Casa Branca afirmou que Musk supervisionará seus próprios conflitos de interesse. Para piorar, a transparência sobre a atuação do grupo é mínima: as declarações financeiras de Musk não serão divulgadas e até mesmo senadores não terão acesso a esses dados.

A polêmica se intensificou quando Musk anunciou a possível recontratação de Marko Elez, um ex-funcionário da DOGE que deixou o grupo após a descoberta de ligações com postagens racistas em redes sociais. Apesar das críticas, Musk afirmou publicamente que Elez será reintegrado.

Além disso, um relatório da Reuters revelou que outro membro da DOGE, Gavin Kliger, já compartilhou publicações de figuras polêmicas como Nick Fuentes e Andrew Tate, ambos conhecidos por discursos extremistas.

Risco para a Segurança Nacional

A ameaça representada pela DOGE não se limita à esfera administrativa. A CNN informou que Luke Farritor, um ex-estagiário da SpaceX de apenas 23 anos, teve acesso a redes internas do Departamento de Energia dos EUA, que armazenam informações altamente confidenciais sobre armas nucleares. Mesmo com objeções de conselheiros jurídicos da agência, o acesso foi concedido.

O caso de Coristine é apenas mais um exemplo da aparente imprudência na escolha dos membros da DOGE. Se alguém com histórico de vazamento de dados agora tem acesso irrestrito a informações governamentais, quais são os riscos para a segurança nacional?

O recrutamento de figuras problemáticas para a DOGE levanta sérias questões sobre a segurança das informações do governo dos EUA. A falta de transparência e a ausência de prestação de contas tornam a situação ainda mais preocupante. Com um histórico de vazamentos e acessos não supervisionados, até onde a DOGE pode ir antes que ocorra um desastre?

Fonte: Gizmodo US

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