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Tecnologia

Gemini pode ligar para amigos e familiares por você, mas recurso ainda não tem lançamento confirmado

Indícios encontrados em uma atualização sugerem que o Google quer ampliar as chamadas feitas por inteligência artificial. A proposta permitiria transmitir recados e fazer perguntas simples a contatos pessoais. Por enquanto, porém, essa expansão permanece em desenvolvimento e não tem data confirmada para chegar ao público.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Pedir à inteligência artificial que avise sua mãe sobre um atraso pode virar uma função do celular. O Google parece explorar uma ampliação do Call for Me, ferramenta que permite ao Gemini conversar com empresas em nome do usuário. As novas pistas apontam para chamadas a amigos e familiares, mas ainda não representam o anúncio de um serviço disponível. 

O que apareceu nas telas em desenvolvimento

Gemini Ia
© Lorenzo Di Cola/NurPhoto via Getty Images

Uma análise de versões recentes do aplicativo revelou uma tela de apresentação chamada Gemini Calling. Entre os exemplos estão avisar a mãe sobre um atraso de 15 minutos e perguntar a um amigo se ele irá jantar.

A análise das telas e do código do aplicativo sugere um funcionamento voltado a tarefas curtas. O assistente faria a ligação, transmitiria uma informação ou apresentaria uma pergunta e depois comunicaria o resultado ao usuário.

Esses exemplos apontam para recados objetivos. Eles não demonstram que o Gemini poderá sustentar conversas pessoais longas ou substituir uma ligação inteira entre familiares.

Os testes também revelaram menus com permissões mais específicas para ações em aplicativos. Entretanto, algumas dessas opções ainda não funcionavam corretamente, reforçando o caráter preliminar da descoberta.

O Google não confirmou quando essa ampliação chegará ao público. Recursos encontrados no código podem mudar durante o desenvolvimento ou acabar descartados antes do lançamento. 

Como funcionam as chamadas que já estão em teste

O Call for Me atual atende tarefas com empresas, como consultar produtos, verificar preços e administrar reservas. Também consegue navegar por menus telefônicos e esperar por atendimento.

A documentação oficial do Google sobre chamadas com o Gemini informa que a experiência está em distribuição gradual nos Estados Unidos. Ela exige um Pixel 11, chip americano, assinatura Google AI, aplicativo Telefone em versão beta e idioma do aparelho configurado em inglês. O usuário também precisa ter pelo menos 18 anos.

Antes de iniciar, a pessoa revisa um resumo da tarefa, o número de destino e as informações que serão compartilhadas. Durante a conversa, pode acompanhar a transcrição ou ouvir o áudio e assumir o controle.

A chamada utiliza o número e a rede móvel do próprio aparelho. Ao começar, o Gemini informa que é um assistente de IA do Google ligando em nome do usuário e que a conversa está sendo gravada. 

Privacidade e controle fazem parte da experiência

Delegar uma conversa envolve decidir quais informações o assistente poderá transmitir. O recurso atual não aceita determinadas tarefas, incluindo pagamentos, chamadas de emergência e compartilhamento de dados pessoais sensíveis.

Além disso, a documentação já oferece uma opção para recusar chamadas automatizadas de outros usuários do Gemini. Esse controle existe independentemente da possível expansão para contatos pessoais. 

A política de privacidade do Gemini também reconhece que o assistente pode cometer erros ao executar tarefas ou compartilhar informações. Por isso, acompanhar o que ele faz continua sendo relevante, mesmo quando a proposta é poupar tempo.

Uma eventual função para familiares precisará deixar claros seus limites, permissões e tratamento das conversas. Por enquanto, a novidade mais concreta é a direção do desenvolvimento: levar a assistência telefônica além dos negócios, começando por interações pessoais breves. A disponibilidade dessa expansão, inclusive no Brasil, continua sem confirmação.

 

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