Substituição no IBAMA causa surpresa
O coordenador de Licenciamento Ambiental de Exploração de Petróleo e Gás Offshore do IBAMA, Ivan Werneck Sanchez Bassères, está sendo afastado temporariamente. Segundo o órgão, ele foi aprovado para participar do “United Nations – Nippon Foundation Fellowship” de 2025, um programa da ONU que durará nove meses.
A saída de Bassères ocorre em um momento sensível. Desde maio de 2023, quando o IBAMA negou licença para a Petrobras perfurar um poço no bloco FZA-M-59, na foz do Amazonas, o órgão tem sido alvo de forte pressão política. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendem a exploração total dos recursos petrolíferos. O próprio presidente Lula reforçou essa posição, criticando a demora do IBAMA.
Impacto da mudança
A saída de Bassères levanta dúvidas sobre o futuro do licenciamento ambiental para a exploração de petróleo no Brasil. Nos bastidores, analistas indicam que sua remoção pode representar uma tentativa de flexibilização nas exigências ambientais.
O novo coordenador que assumirá o posto tem histórico na análise de licenças de perfuração na foz do Amazonas. Anos atrás, ele gerenciou um pedido da BP para exploração na região, que não foi autorizado. A sua indicação gera incertezas entre os técnicos do IBAMA, que temem uma mudança na postura do órgão.
Contexto político e preocupações internas
A mudança ocorre em meio às críticas de figuras influentes do governo. O senador Davi Alcolumbre chegou a acusar o IBAMA de “boicote contra o Brasil”, e Lula afirmou que o órgão agia contra os interesses do governo.
Nos bastidores, também surgem especulações sobre possíveis mudanças na presidência do IBAMA. Fala-se na substituição de Rodrigo Agostinho por Márcio Macêdo, aliado do grupo favorável à exploração petrolífera, o que pode indicar uma reorientação das diretrizes ambientais do país.
[Fonte: Climainfo]