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Ciência

Invasão de águas-vivas assusta turistas no sul do Brasil: quase 3.000 casos em uma semana

O litoral sul do Brasil enfrenta uma invasão de águas-vivas, com mais de 2.800 incidentes registrados em apenas sete dias. A chegada desses organismos está diretamente ligada às condições climáticas e marítimas, tornando Santa Catarina o epicentro das ocorrências. Autoridades reforçam alertas e dão orientações para evitar complicações.
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Tempo de leitura: 2 minutos

As praias de Santa Catarina, um dos destinos mais procurados do Brasil, registraram um aumento alarmante no número de queimaduras causadas por águas-vivas. Entre os dias 21 e 27 de janeiro, foram contabilizados 2.849 casos, tornando o estado o mais afetado do país. Especialistas explicam que a chegada dessas espécies é influenciada pela temperatura da água e pelos ventos predominantes, enquanto autoridades locais alertam turistas e banhistas para redobrarem os cuidados.

Quais são as espécies mais perigosas?

Duas espécies de águas-vivas se destacam na região, sendo responsáveis pela maioria dos incidentes:

Água-Viva Reloginho (Olindias sambaquiensis):
Essa é a espécie mais comum nas praias catarinenses. Sua transparência dificulta a visibilidade na água, aumentando os riscos de contato. A picada causa ardência moderada e deixa marcas circulares na pele.

Caravela-Portuguesa (Physalia physalis):
Menos frequente, porém muito mais perigosa. Seu corpo azul vibrante e seu formato semelhante a uma vela facilitam a identificação. Seu veneno pode provocar reações severas, como náuseas, vômitos e alergias graves, exigindo atendimento médico imediato.

Por que Santa Catarina é a área mais afetada?

O sul do estado é especialmente vulnerável à presença de águas-vivas devido a fatores geográficos e climáticos. A costa mais aberta e exposta aos ventos facilita a concentração desses organismos na zona de arrebentação. Além disso, a inclinação do terreno contribui para que as águas-vivas sejam levadas até a areia, aumentando o risco de contato com banhistas.

Apesar do alto número de casos, especialistas, como o professor Charrid Resgalla Jr., da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), indicam que a presença dessas espécies na região ainda é menor do que em temporadas anteriores.

O que fazer em caso de queimadura por água-viva?

As picadas de águas-vivas podem provocar dor intensa, vermelhidão e inchaço. Em situações mais graves, há risco de febre, vômitos e dificuldades respiratórias. Veja as recomendações dos especialistas para minimizar os efeitos:

  • Saia da água imediatamente e procure assistência com salva-vidas.
  • Remova os tentáculos grudados na pele com cuidado, sem esfregar a área.
  • Lave a região afetada com água do mar (nunca com água doce, pois pode intensificar o efeito do veneno).
  • Aplique vinagre por pelo menos 10 minutos para neutralizar a toxina e aliviar a dor.
  • Em casos de sintomas graves, busque atendimento médico o quanto antes.

As autoridades locais reforçam o alerta para que turistas fiquem atentos às sinalizações nas praias e sigam as orientações dos salva-vidas. Enquanto isso, especialistas continuam monitorando a presença dessas espécies e seus impactos na atividade turística da região.

 

Fonte: Canal 26

 

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