Você já imaginou que o Brasil lança foguetes para o espaço? Ou que em plena floresta amazônica existe um círculo de pedras tão enigmático quanto o Stonehenge inglês? De Alcântara ao Amapá, a ciência brasileira revela iniciativas pouco conhecidas — e surpreendentes. Descubra a seguir como esses dois polos conectam o passado e o futuro do Brasil.
O Brasil também lança foguetes
Pode parecer improvável, mas o Brasil tem seu próprio programa espacial. E sim, foguetes brasileiros já foram lançados para o espaço — embora com objetivos diferentes dos famosos foguetes orbitais. Aqui, o foco está nos chamados foguetes de sondagem, que atingem o espaço em missões suborbitais e transportam cargas com experimentos científicos e tecnológicos.
Esses veículos espaciais não entram em órbita, mas servem como plataforma para pesquisas em ambientes extremos. O marco mais recente foi o lançamento do primeiro foguete produzido 100% no Brasil, realizado em 23 de outubro de 2022, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.
A operação é coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), que também mantém uma base em Parnamirim, no Rio Grande do Norte: o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno. Este último chama atenção não só pelo nome poético — inspirado no reflexo avermelhado do sol nas falésias ao amanhecer — mas também por sua importância histórica.
Um dos grandes objetivos do programa espacial nacional é desenvolver um veículo capaz de colocar satélites brasileiros em órbita, ampliando a autonomia tecnológica do país.

O “Stonehenge da Amazônia”
Enquanto o Brasil mira o espaço, a história milenar também nos conecta com os astros. No coração do Amapá, dentro do Parque Arqueológico do Solstício, encontra-se um monumento misterioso: o Observatório Astronômico de Calçoene, conhecido como o Stonehenge da Amazônia.
Formado por 127 pedras de mais de 4 metros de altura, dispostas em círculo com 30 metros de raio, o sítio arqueológico impressiona por sua semelhança com o monumento inglês — e por sua precisão astronômica. Pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Amapá (Iepa) afirmam que a estrutura foi erguida por povos indígenas há cerca de 3 mil anos, com o objetivo de observar o céu e realizar rituais.
No solstício de inverno, o sol do meio-dia alinha-se perfeitamente ao centro da formação de pedras, revelando o conhecimento astronômico ancestral desses povos.
Fonte: Portal Conteúdo Aberto