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Ciência

Meteoro raro cruza o céu do interior de SP e impressiona cientistas

Nem toda “estrela cadente” é igual — e a que cruzou o céu de São José dos Campos nesta semana prova isso. Um meteoro raro, com brilho intenso e duração muito acima do normal, foi registrado por uma câmera do Inpe e já entrou para a lista dos fenômenos mais curiosos do ano. Descubra por que esse evento chamou tanta atenção.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Um meteoro que durou muito mais do que o normal

O flagrante aconteceu na noite de segunda-feira (15), às 23h09, no bairro Jardim Augusta. A câmera que registrou o fenômeno fica no apartamento da doutora em geofísica espacial Paola Lauria, pesquisadora do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O que torna o registro especial é o tempo de duração: cerca de 13 segundos. Para ter uma ideia, a maioria dos meteoros visíveis a olho nu dura entre 1 e 2 segundos. “Esse tempo é incomum e por isso o evento é considerado raro”, explicou a pesquisadora.

O que foi visto no céu era um bólido

O meteoro registrado em São José dos Campos é classificado como um bólido. Apesar do nome pouco conhecido, o conceito é simples: todo fenômeno luminoso causado por um corpo entrando na atmosfera é um meteoro. Já os bólidos são a versão “turbinada” disso.

Segundo Paola, bólidos são meteoros excepcionalmente brilhantes, geralmente causados por corpos maiores, que conseguem sobreviver por mais tempo ao atrito com a atmosfera. O resultado é um rastro de luz mais longo, intenso e, em alguns casos, até uma pequena explosão no final do trajeto.

Primeira ocorrência registrada no ano

Outro detalhe que aumenta a importância do evento é que este foi o primeiro meteoro desse tipo registrado em 2025 pela câmera da pesquisadora. O vídeo foi divulgado na terça-feira (16) e rapidamente chamou atenção nas redes.

Por enquanto, não há indícios de que fragmentos do meteoro tenham atingido o solo. Mesmo assim, voluntários da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros estão reunindo registros de outras câmeras para tentar reconstruir a trajetória do bólido.

Velocidade impressiona, mas ainda é estimativa

A velocidade exata do meteoro não foi registrada, já que isso exige dados de múltiplas estações de monitoramento. Ainda assim, os números médios impressionam: meteoros costumam entrar na atmosfera terrestre a velocidades que variam entre 40 mil e 250 mil km/h.

Essas informações ajudam os cientistas a estimar origem, composição e comportamento desses corpos celestes.

Por que observar meteoros é tão importante

Monitorar eventos como esse vai muito além da curiosidade. Do ponto de vista científico, ajuda a entender melhor os objetos que cruzam o sistema solar e passam perto da órbita da Terra.

Mas há também um impacto social. “Esses fenômenos chamam a atenção do público e podem despertar o interesse de crianças e jovens pela ciência”, afirma Paola. Às vezes, uma luz no céu é tudo o que falta para inspirar o próximo cientista.

[Fonte: G1 – Globo]

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