Os preços dos combustíveis no Brasil atingiram nesta semana um nível de paridade com o mercado internacional. Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), tanto a gasolina quanto o diesel registraram defasagem de apenas 1% em relação aos valores praticados no Golfo do México. A mudança foi impulsionada por movimentos no câmbio e no preço do petróleo.
Queda do petróleo e impacto do dólar
Na quarta-feira, 2, o petróleo Brent chegou a subir 0,62%, fechando a US$ 74,95 o barril. No entanto, o anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, feitas pelo presidente Donald Trump, alterou esse cenário. No pós-mercado, o petróleo passou a cair e, na manhã da quinta-feira, 3, já registrava queda superior a 6%, sendo negociado a US$ 70,32.
As tarifas anunciadas atingiram diversos países, incluindo o Brasil, embora em menor grau. A medida sinalizou uma possível desaceleração na economia global, reduzindo a demanda por petróleo e contribuindo para o recuo nos preços.
Ações das refinarias brasileiras
No Brasil, as principais refinarias também atuaram para ajustar os valores. A Petrobras, que responde por 80% do mercado, e a Acelen, responsável por cerca de 14%, reduziram o preço do diesel na última semana. No caso da gasolina, os preços estão sem reajuste nas refinarias da Petrobras há 267 dias, mas ainda seguem compatíveis com os valores internacionais.
A Acelen, operadora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, realizou um pequeno aumento de 0,03% no preço da gasolina na quarta-feira, de acordo com a Abicom.
Cenário mais estável para os combustíveis
Com os preços em paridade e os ajustes nas refinarias, o cenário atual aponta para maior estabilidade nos valores praticados nos postos de combustíveis, ao menos no curto prazo. O comportamento futuro dependerá da movimentação do dólar, das cotações internacionais do petróleo e dos desdobramentos das políticas comerciais globais.
[Fonte: BR Investing]