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Ciência

NASA descarta risco de colisão de asteroide com a Terra

Cientistas analisaram novos dados e confirmaram que o asteroide 2024 YR4 não representa mais uma ameaça. Entenda como os cálculos iniciais preocupavam os especialistas e o que mudou nos prognósticos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Alerta inicial e previsões preocupantes

Astrônomos estavam monitorando de perto o asteroide 2024 YR4, que chegou a ter uma chance significativa de colisão com a Terra em 2032. Observado pela primeira vez em 27 de dezembro de 2024, os primeiros cálculos apontaram uma possibilidade de impacto superior a 1%, a maior já registrada para um asteroide desse porte.

Em janeiro, as chances aumentaram para 1,2% e atingiram um pico de 3,1% em 20 de fevereiro, o que gerou preocupação entre cientistas e na comunidade internacional. Embora parecesse uma probabilidade pequena, foi a maior possibilidade de impacto já registrada pela NASA para um objeto desse tamanho.

Risco descartado com novos cálculos

Com a análise de mais dados, a probabilidade de impacto do 2024 YR4 começou a cair. Em 19 de fevereiro, a chance reduziu para 1,5%, despencando para 0,3% no dia seguinte. Finalmente, a NASA anunciou no dia 26 de fevereiro que o risco de colisão com a Terra havia caído para apenas 0,004%, ou 1 em 25.000.

Segundo Davide Farnocchia, engenheiro da NASA, o cálculo foi atualizado novamente e agora a chance real de impacto é de apenas 1 em 59.000. “Isso já está desatualizado”, afirmou Farnocchia, destacando como o monitoramento constante permite previsões mais precisas.

Possível impacto na Lua e monitoramento contínuo

Apesar da Terra estar fora de perigo, os cientistas ainda consideram uma pequena possibilidade de 1,7% de o asteroide colidir com a Lua. Caso ocorra, ele acrescentará mais uma cratera à superfície lunar, já repleta de marcas de impactos espaciais.

A NASA continua acompanhando a trajetória do 2024 YR4 por meio de observatórios espalhados pelo mundo, incluindo o Lowell Discovery Telescope, no Arizona, e o Nordic Optical Telescope, nas Ilhas Canárias. No entanto, o asteroide ficará fora de vista a partir de abril e só voltará a ser observado em 2028.

Importância do monitoramento espacial

Para os cientistas, esse caso demonstra como a detecção antecipada e os avanços tecnológicos são fundamentais para avaliar ameaças espaciais. “O fato de termos identificado e calculado as chances de impacto com tanta antecedência é um indicativo de que estamos no caminho certo para lidar com esse tipo de risco”, concluiu Farnocchia.

Com esse episódio, a NASA reforça a importância da vigilância contínua do espaço e do aperfeiçoamento dos métodos de cálculo orbital, garantindo que futuras ameaças possam ser avaliadas e descartadas com a maior precisão possível.

[Fonte: Infomoney]

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