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Ciência

Novo método promete revolucionar a reciclagem de borracha no mundo

Processo desenvolvido por pesquisadores transforma pneus usados em materiais de alto valor, oferecendo uma alternativa sustentável e eficiente para um dos maiores desafios ambientais atuais
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Tempo de leitura: 2 minutos

A reciclagem de resíduos de borracha sempre foi um desafio por conta da resistência e durabilidade do material. No entanto, um novo estudo liderado por cientistas da Universidade da Carolina do Norte apresenta uma solução promissora: um método eficiente que transforma pneus descartados em precursores valiosos para a indústria química, com potencial de grande impacto ambiental e econômico.

Transformação eficiente de resíduos em insumos úteis

Sob a liderança do Dr. Aleksandr Zhukhovitskiy, pesquisadores desenvolveram um processo inovador que combina aminação C–H e rearranjo de polímero em duas etapas. Essa abordagem permite quebrar a estrutura rígida da borracha e convertê-la em polidienos modificados por amina, usados como base para resinas epóxi — matéria-prima essencial na produção de adesivos, tintas e revestimentos industriais.

Diferente de métodos tradicionais, que exigem temperaturas elevadas ou geram subprodutos de baixo valor, o novo processo oferece eficiência e escalabilidade em condições mais brandas, entre 35 e 50 °C (95–122 °F).

Benefícios ambientais e econômicos

Em testes de laboratório, a quebra da borracha foi concluída em apenas seis horas, com alta conversão em produtos úteis. Embora o processo atual ainda dependa de solventes com impacto ambiental elevado, a equipe já estuda alternativas mais sustentáveis para reduzir esse efeito.

A técnica representa um grande avanço diante do volume de pneus descartados anualmente — somente nos Estados Unidos, milhões de unidades são jogadas fora. Segundo os pesquisadores, o novo método pode ajudar a mitigar o acúmulo de resíduos e criar novas oportunidades econômicas por meio da valorização de materiais antes considerados lixo.

A pesquisa foi publicada na prestigiada revista Nature e abre caminho para novas aplicações sustentáveis na indústria.

[Fonte: Olhar digital]

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