A Seleção Brasileira, pentacampeã do mundo, aposta agora em uma lenda do futebol europeu para retomar o protagonismo global. Carlo Ancelotti, atualmente técnico do Real Madrid, já tem contrato assinado com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e assumirá oficialmente o comando da equipe a partir de maio. O acordo é recheado de regalias e mostra o quanto o país está disposto a investir para voltar a conquistar a Copa do Mundo.
Estreia marcada e objetivos definidos

A estreia oficial de Ancelotti à frente da Seleção Brasileira será nos jogos contra Equador (5 de junho) e Paraguai (10 de junho), válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. A convocação dos primeiros jogadores sob seu comando acontecerá no dia 26 de maio, na sede da CBF, no Rio de Janeiro.
O contrato com a entidade vai até o fim do Mundial de 2026, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Salário de estrela e prêmio milionário
Segundo informações confirmadas pela ESPN, Ancelotti receberá 770 mil euros por mês (cerca de 853 mil dólares), valor mais que o dobro do que recebiam Tite e Dorival Júnior, seus antecessores no cargo.
Além disso, o contrato prevê um bônus extraordinário de 5 milhões de euros caso o técnico conquiste o título da Copa do Mundo — um incentivo que deixa clara a principal missão de sua contratação.
Jato particular à disposição
Outro detalhe curioso do acordo é o transporte: ao invés de receber passagens para se deslocar entre a América do Sul e a Europa, como é comum entre treinadores de seleções, Ancelotti terá um avião particular à disposição, podendo cruzar o Atlântico sempre que desejar — seja para visitar jogadores, familiares ou cumprir compromissos profissionais.
Reforço internacional no comando técnico
Além de Ancelotti, é esperado que três ou quatro membros da comissão técnica também venham para o Brasil. Ainda não há confirmação se Davide Ancelotti, filho e assistente do treinador no Real Madrid, fará parte da equipe.
Com essa estrutura, a CBF pretende oferecer ao novo comandante todas as condições de trabalho necessárias para recolocar a seleção no topo.
Um técnico histórico para uma seleção histórica

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, destacou que Carlo Ancelotti “é o melhor treinador da história” e que agora está à frente da “melhor equipe do planeta”. A contratação foi descrita como um recado claro ao mundo do futebol: o Brasil quer voltar ao lugar mais alto do pódio.
Ancelotti será apenas o quarto estrangeiro a comandar a Seleção Brasileira e o primeiro desde 1965. Antes dele, apenas o uruguaio Ramón Platero (1925), o português Joreca (1944) e o argentino Filpo Núñez (1965) tiveram essa oportunidade.
O Brasil em busca de estabilidade
Desde a saída de Tite após a eliminação no Mundial do Catar em 2022, a Seleção teve uma sequência de técnicos interinos — como Ramón Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior — sem resultados expressivos. Dorival, inclusive, foi demitido após a goleada por 4 a 1 sofrida contra a Argentina em março deste ano.
Atualmente, o Brasil ocupa a quarta posição nas Eliminatórias Sul-Americanas, com 21 pontos, seis a mais que a Venezuela, que está fora da zona de classificação direta. A Argentina lidera com 31 pontos, seguida por Equador e Uruguai.
Fonte: Infobae