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O filme imperdível da Netflix com Jeremy Strong que conquistou seis indicações ao Oscar

Antes de interpretar Mark Zuckerberg em um novo drama sobre o Facebook, Jeremy Strong brilhou em um filme da Netflix inspirado em acontecimentos reais e indicado a seis Oscars.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Jeremy Strong conquistou o público com sua interpretação de Kendall Roy em Succession e agora volta aos holofotes ao interpretar Mark Zuckerberg em O poder da rede. Entretanto, existe outro trabalho do ator que merece atenção especial. Disponível na Netflix, Os 7 de Chicago combina um elenco impressionante, acontecimentos históricos e um julgamento repleto de conflitos. O longa mostra uma faceta surpreendente de Strong e ajuda a entender sua capacidade de transformação.

O filme da Netflix que revela outra faceta de Jeremy Strong

O filme imperdível da Netflix com Jeremy Strong que conquistou seis indicações ao Oscar
© YouTube

Lançado em 2020, Os 7 de Chicago é um drama histórico escrito e dirigido por Aaron Sorkin.

A produção acompanha um dos julgamentos mais controversos da história política dos Estados Unidos, envolvendo manifestantes que participaram dos protestos contra a Guerra do Vietnã durante a Convenção Nacional Democrata de 1968.

No filme, Jeremy Strong interpreta Jerry Rubin, ativista e um dos fundadores do Youth International Party, movimento contracultural conhecido como Yippies.

Rubin utilizava humor, performances provocativas e manifestações públicas para chamar atenção às suas reivindicações políticas.

O personagem é completamente diferente de Kendall Roy, o executivo atormentado de Succession, ou do reservado Mark Zuckerberg que Strong interpreta.

Em Os 7 de Chicago, o ator aparece com barba longa, cabelos desgrenhados e uma personalidade imprevisível.

Seu personagem desafia autoridades, provoca situações inesperadas e utiliza o próprio julgamento como espaço de manifestação.

O resultado é uma atuação que mistura irreverência, tensão e convicção política.

Uma história real transformada em um poderoso drama judicial

A narrativa começa com os acontecimentos de agosto de 1968, quando milhares de manifestantes se reuniram em Chicago para protestar contra a Guerra do Vietnã.

Os confrontos entre manifestantes e policiais provocaram repercussão nacional.

No ano seguinte, oito homens foram levados a julgamento por acusações relacionadas a conspiração e incitação a distúrbios.

Entre eles estavam Jerry Rubin, Abbie Hoffman, Tom Hayden e Bobby Seale.

O processo ficou marcado por discussões sobre liberdade de expressão, direitos civis e atuação das autoridades.

Sorkin transforma esses acontecimentos em um drama judicial que alterna depoimentos, confrontos verbais e cenas dos protestos.

O roteiro também evidencia as diferenças entre os próprios acusados.

Embora compartilhassem a oposição à guerra, eles possuíam estratégias e visões políticas distintas.

Essa diversidade de perspectivas contribui para a tensão dramática sem transformar os personagens em um grupo homogêneo.

O filme utiliza liberdades narrativas para adaptar acontecimentos reais, portanto não deve ser interpretado como uma reprodução documental de cada episódio.

Jeremy Strong levou sua preparação ao extremo durante as filmagens

Um dos aspectos mais curiosos da produção envolve o método de preparação utilizado pelo ator.

Conhecido por sua dedicação intensa aos personagens, Strong procurou reproduzir a energia provocadora de Jerry Rubin dentro e fora das cenas.

Durante a gravação dos protestos, chegou a sugerir o uso de gás lacrimogêneo verdadeiro para aumentar o realismo das sequências.

Aaron Sorkin rejeitou a proposta por questões de segurança.

O ator também utilizou instrumentos e objetos sonoros para reproduzir o comportamento irreverente de Rubin nas cenas do tribunal.

Essa preparação ajuda a explicar por que sua atuação se destaca mesmo em um elenco repleto de nomes conhecidos.

Além de Strong, o filme reúne Sacha Baron Cohen como Abbie Hoffman, Eddie Redmayne como Tom Hayden, Yahya Abdul-Mateen II como Bobby Seale e Mark Rylance como o advogado William Kunstler.

Joseph Gordon-Levitt e Michael Keaton também participam da produção.

O drama da Netflix conquistou seis indicações ao Oscar

Os 7 de Chicago tornou-se um dos filmes mais reconhecidos da temporada de premiações de 2021.

A produção recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Ator Coadjuvante para Sacha Baron Cohen, Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Canção Original.

Embora não tenha conquistado estatuetas, consolidou-se como um dos principais dramas históricos daquele ano.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas registra as indicações recebidas pelo longa, que também conquistou reconhecimento pelo trabalho coletivo de seu elenco.

O destaque está principalmente na maneira como Sorkin transforma longos debates jurídicos em cenas envolventes, utilizando diálogos rápidos e conflitos entre personagens.

O que o filme tem em comum com a produção sobre o Facebook?

O filme imperdível da Netflix com Jeremy Strong que conquistou seis indicações ao Oscar
© YouTube

A conexão mais interessante está na parceria entre Jeremy Strong e Aaron Sorkin.

Em O poder da rede, Strong interpreta Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

A produção revisita o universo apresentado em A rede social, de 2010, mas concentra sua narrativa nas denúncias sobre o funcionamento interno da plataforma.

Inspirada nos documentos conhecidos como Facebook Files, a história acompanha a ex-funcionária Frances Haugen e o jornalista Jeff Horwitz.

O elenco inclui Mikey Madison e Jeremy Allen White.

A diferença entre os dois personagens interpretados por Strong é significativa.

Jerry Rubin utiliza a exposição pública para confrontar instituições. Zuckerberg representa um empresário associado ao poder das plataformas digitais e às decisões tomadas dentro de uma grande companhia.

São personalidades bastante distintas, mas ambas permitem ao ator explorar figuras reais envolvidas em conflitos sociais e políticos.

Onde assistir a Os 7 de Chicago?

O longa está disponível no catálogo brasileiro da Netflix, com áudio e legendas em português.

Com aproximadamente duas horas e dez minutos de duração, é uma opção para quem gosta de histórias reais, dramas judiciais e atuações marcantes.

Também funciona como uma excelente introdução ao trabalho de Jeremy Strong fora de Succession.

Antes de vê-lo como um dos empresários mais conhecidos do mundo tecnológico, vale conhecer sua interpretação de um ativista que transformou um tribunal em palco de contestação.

Em ambos os casos, o que chama atenção é a capacidade do ator de construir personagens complexos sem depender apenas de semelhanças físicas.

Para quem procura um filme inteligente, intenso e baseado em acontecimentos históricos, Os 7 de Chicago é uma escolha que merece entrar na lista da Netflix.

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