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O futuro dos combustíveis pode estar no Brasil

O etanol brasileiro está no centro de discussões globais sobre soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono. Com apoio de eventos estratégicos e acordos internacionais, o biocombustível ganha força como uma das alternativas mais viáveis para transformar o futuro da mobilidade.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A busca por soluções energéticas mais limpas tem colocado o etanol no radar internacional. Com potencial para reduzir drasticamente as emissões de carbono, o combustível produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho ganha espaço em eventos e negociações que visam acelerar a transição energética global. O Brasil, como potência nesse setor, ocupa posição estratégica nesse processo.

Etanol como protagonista da descarbonização

O combustível que pode acelerar a transição energética global ganha destaque internacional
© Pexels

Durante o NY Sugar Dinner, evento internacional que acontece no dia 14 em Nova York, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) vai apresentar o etanol brasileiro como solução eficaz para a descarbonização da mobilidade. Segundo Evandro Gussi, presidente da entidade, o combustível é capaz de reduzir em até 90% as emissões de carbono quando comparado à gasolina.

Essa defesa vem após o setor discutir, em Paris, estratégias para quadruplicar a oferta global de biocombustíveis até 2035. Gussi destaca que o Brasil tem o maior potencial de crescimento, seja por meio da conversão de pastagens degradadas em áreas de cultivo, aumento da produtividade agrícola, uso de milho na produção de etanol ou expansão da produção de biometano.

Expansão da demanda e novas frentes internacionais

O combustível que pode acelerar a transição energética global ganha destaque internacional
© Pexels

Com uma produção recorde de 34,96 bilhões de litros de etanol na última safra, o Brasil se mantém como o segundo maior produtor global. E a demanda tende a crescer. A Organização Marítima Internacional estabeleceu metas de redução de emissões para o transporte marítimo, incentivando o uso de combustíveis como o etanol em embarcações, como já ocorre em projetos da Wärtsilä e da Compagnie Maritime Monégasque.

Outro mercado estratégico é o Japão. O país asiático vai ampliar a mistura de etanol na gasolina, passando de 10% até 2030 para 20% até 2040, o que elevará o consumo anual de 1,5 bilhão para 4,45 bilhões de litros. Em março, a Unica firmou parceria com o Instituto de Economia da Energia do Japão (IEEJ) para fortalecer a colaboração técnica nesse processo.

Gussi ressalta ainda que programas como Mobilidade Verde e Combustível do Futuro foram essenciais para consolidar a imagem do etanol brasileiro como alternativa sustentável — e agora, mais do que nunca, como uma solução estratégica para o planeta.

[Fonte: Globo rural]

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