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Tecnologia

O país que lidera a revolução cripto na América Latina pode surpreender você

Uma nação está na vanguarda da adoção de criptomoedas e está redesenhando o cenário financeiro da região. Com milhões de usuários e um crescimento impressionante, este país se tornou uma referência global. Descubra qual é esse epicentro da revolução cripto e como sua economia está se transformando com a ascensão dos ativos digitais.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A ascensão da economia digital em um país latino-americano

Enquanto o mundo observa atentamente a evolução dos ativos digitais, um país da América Latina despontou como líder na adoção de criptomoedas, ultrapassando até mesmo potências tecnológicas. A Argentina se consolidou como a nação com maior utilização de criptoativos na região, ocupando o quarto lugar no ranking global.

Segundo um relatório da Fundação Blockchain, cerca de 19% da população argentina — aproximadamente 8,6 milhões de pessoas — já utilizam criptomoedas para investimentos, poupança ou pagamentos. A instabilidade econômica, a inflação descontrolada e a busca por proteção financeira impulsionaram esse fenômeno, transformando o país em um verdadeiro laboratório de inovação financeira na América Latina.

Como os argentinos utilizam as criptomoedas?

Para muitos argentinos, os criptoativos são muito mais do que um investimento: eles são uma ferramenta essencial para a vida cotidiana. De acordo com José Luis del Palacio, cofundador da Decrypto, os usuários empregam esses ativos tanto para pagamentos do dia a dia quanto para recebimentos e transações internacionais.

O crescimento das carteiras virtuais foi exponencial em 2024, consolidando ainda mais o ecossistema cripto no país:

  • Bitso ultrapassou 1,5 milhão de clientes.
  • Ripio adicionou mais de 50.000 novos usuários.
  • Bitget registrou um crescimento de 190% em sua base de clientes.

Outro dado relevante é que a Argentina se tornou o único país onde a compra de stablecoins é seis vezes maior do que a de Bitcoin (BTC). Essas moedas digitais, projetadas para manter seu valor estável, são amplamente utilizadas como proteção contra a volatilidade do peso e as restrições cambiais.

As criptomoedas mais populares na Argentina

O relatório também revelou quais são os criptoativos mais utilizados pelos argentinos:

  • No Bitso, o Bitcoin representa 50% das carteiras, seguido por USDC e USDT (22%) e Ethereum (13%).
  • No Ripio, os ativos mais negociados foram Worldcoin, USDC e USDT.
  • Na Decrypto, 80% das transações foram realizadas com stablecoins.

Esses dados mostram que, apesar da popularidade do Bitcoin, os argentinos preferem moedas digitais com menor volatilidade para lidar com a instabilidade econômica.

Quem são os protagonistas da revolução cripto?

As novas gerações estão na linha de frente da adoção dos criptoativos na Argentina, com perfis distintos de usuários nas principais plataformas:

  • No Bitget, 44% dos usuários têm menos de 25 anos e 80% são homens.
  • No Decrypto, o perfil mais ativo está entre 30 e 40 anos, movimentando valores mais altos, enquanto os menores de 30 anos realizam transações menores, mas mais frequentes.
  • No Bitso, a faixa etária mais ativa está entre 25 e 54 anos, com um dado surpreendente: a Argentina lidera a participação feminina na região, com 30% de usuárias.

Esse cenário indica uma ampla diversificação na base de investidores e um crescimento contínuo do mercado cripto no país.

O futuro das criptomoedas na Argentina e na América Latina

Com o avanço da digitalização financeira, as plataformas cripto continuam ampliando suas ofertas. A Ripio, por exemplo, adicionou mais de 1.200 memecoins e outros ativos como ENS, POL, PYUSD, TON, USDL, USDP e WIF.

O crescimento das criptomoedas na Argentina parece imbatível, com impactos que se espalham por toda a América Latina. Com uma economia cada vez mais voltada para soluções digitais, surge uma questão intrigante:

Será que a Argentina se tornará o primeiro país da América Latina a construir uma economia baseada em criptomoedas?

 

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