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Passageiros são surpreendidos com cancelamento de voo após tripulação exceder limite de trabalho

Uma situação inesperada no aeroporto de Aracaju deixou passageiros frustrados: um voo da Gol foi cancelado após a tripulação atingir o limite permitido de horas trabalhadas. Entenda o que aconteceu, quais foram as medidas adotadas e o que dizem as regras da aviação para casos como esse.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Voos cancelados ou atrasados são sempre motivo de transtorno, mas, em alguns casos, as razões por trás dessas situações surpreendem os passageiros. Foi o que ocorreu em Aracaju, quando um grupo prestes a embarcar rumo ao Rio de Janeiro foi informado que o voo não poderia decolar devido ao limite de horas de trabalho da tripulação. Veja os detalhes dessa história.

O que aconteceu no aeroporto de Aracaju

Passageiros são surpreendidos com cancelamento de voo após tripulação exceder limite de trabalho
© Pexels

O voo da Gol, programado para sair do Aeroporto de Aracaju na tarde da quarta-feira (23), teve seu cancelamento anunciado depois de uma série de atrasos. Passageiros, muitos deles idosos, foram inicialmente informados de que a aeronave viria de Salvador. Porém, mais tarde, receberam a notícia de que o problema era a jornada de trabalho da tripulação, que não poderia ser extrapolada conforme as regras de aviação.

Denise Geraldo Lima, uma funcionária pública aposentada que estava no grupo de passageiros, relatou que eles receberam um voucher de R$ 50 para alimentação no aeroporto, enquanto aguardavam um novo voo previsto para a madrugada da quinta-feira (24). Passageiros residentes em Sergipe foram orientados a retornar para suas casas, com transporte custeado pela companhia.

A posição da Gol e as regras da aviação

Em resposta ao ocorrido, a Gol declarou que o atraso foi causado por “necessidades operacionais” e destacou que os passageiros receberam o suporte exigido pelas normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A empresa informou ainda que o novo voo decolaria às 2h15 da quinta-feira e que a operação foi realizada dentro do previsto.

De acordo com o Sindicato dos Aeronautas, as regras determinam que um tripulante deve ter uma oportunidade de sono de 8 horas consecutivas nas 12 horas que antecedem o voo, como forma de garantir a segurança de todos a bordo. Quando esse intervalo não é respeitado, a escala não pode ser mantida, levando a situações como essa.

Embora o episódio tenha causado desconforto, ele evidencia a importância do cumprimento rigoroso das normas de segurança aérea, mesmo que isso signifique alterar planos de viagem de última hora.

[Fonte: G1 – Globo]

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