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PIB do Brasil cresce 3,4% em 2024

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou crescimento significativo ao longo de 2024, impulsionado pelos setores de serviços e indústria, além do forte consumo das famílias. No entanto, o último trimestre do ano apresentou sinais de desaceleração.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O crescimento da economia brasileira em 2024

O PIB do Brasil avançou 3,4% em 2024, totalizando R$ 11,7 trilhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho foi superior ao de 2023, quando a economia cresceu 3,2%, e representou o maior crescimento anual desde 2021.

Apesar dos bons números, o crescimento ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro, que previa uma expansão de 4,1% para o ano. Além disso, houve uma desaceleração no último trimestre, com um crescimento modesto de 0,2% entre outubro e dezembro.

Os principais motores da economia em 2024 foram os setores de serviços, que cresceram 3,7%, e indústria, com alta de 3,3%. O consumo das famílias também teve um papel central, registrando um aumento de 4,8%. Em contrapartida, a agropecuária teve queda de 3,2% no período.

Principais indicadores do PIB em 2024

  • Serviços: +3,7%
  • Indústria: +3,3%
  • Agropecuária: -3,2%
  • Consumo das famílias: +4,8%
  • Consumo do governo: +1,9%
  • Investimentos: +7,3%
  • Exportações: +2,9%
  • Importações: +14,7%

O que impulsionou o PIB em 2024?

Pela ótica da produção, o crescimento da economia brasileira foi liderado pelos setores de serviços e indústria. Dentro dessas áreas, três segmentos se destacaram:

  • Comércio (+3,8%)
  • Indústria de transformação (+3,8%)
  • Outras atividades de serviços (+5,3%)

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, essas três atividades representaram cerca de metade do crescimento total do PIB no ano. Além disso, todas as atividades do setor de serviços registraram alta, incluindo informação e comunicação (+6,2%), atividades financeiras e seguros (+3,7%) e transporte, armazenagem e correio (+1,9%).

O crescimento da economia também foi impulsionado pelo aumento do consumo das famílias, favorecido por estímulos fiscais do governo e pela melhora no mercado de trabalho. A redução dos juros em relação a 2023 também contribuiu para o aumento da demanda interna.

O desempenho da indústria

A indústria registrou um crescimento sólido de 3,3% em 2024, com destaques para:

  • Construção civil (+4,3%)
  • Indústria de eletricidade e gás, água e gestão de resíduos (+3,6%)
  • Indústrias extrativas (+0,5%)

De acordo com o IBGE, o crescimento industrial foi impulsionado por fatores como:

  • Expansão da produção de insumos e do crédito para construção civil
  • Alta na fabricação de equipamentos de transporte, máquinas, produtos alimentícios e móveis
  • Aumento das temperaturas médias, elevando o consumo de eletricidade e gás

Desaceleração no último trimestre

Embora o crescimento tenha sido expressivo ao longo de 2024, o último trimestre mostrou sinais de desaceleração. Entre outubro e dezembro, o PIB avançou apenas 0,2%, abaixo das altas registradas nos trimestres anteriores:

  • 1º trimestre: +0,9%
  • 2º trimestre: +1,6%
  • 3º trimestre: +0,7%
  • 4º trimestre: +0,2%

A indústria, que cresceu 1% no terceiro trimestre, avançou apenas 0,3% no quarto trimestre. Já os serviços, que vinham sustentando o PIB ao longo do ano, cresceram apenas 0,1% no período.

A agropecuária, que já enfrentava dificuldades ao longo do ano, teve um desempenho negativo em três dos quatro trimestres. Após um crescimento de 5,8% no primeiro trimestre, o setor registrou quedas consecutivas: -2,3% no segundo, -1,1% no terceiro e -2,3% no quarto trimestre.

O que esperar para o próximo ano?

O crescimento econômico de 2024 foi sólido, mas os sinais de desaceleração no final do ano levantam dúvidas sobre o desempenho para 2025. Fatores como a política monetária, o cenário fiscal e as condições externas serão determinantes para o ritmo da economia no próximo ano.

Com um mercado de trabalho ainda aquecido e juros mais baixos, a expectativa é que o consumo das famílias continue impulsionando a economia. No entanto, desafios no setor agropecuário e uma possível desaceleração global podem impactar o crescimento do Brasil em 2025.

[Fonte: G1]

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