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Ciência

Por que você nunca deve guardar arroz cozido para o dia seguinte

Especialistas em segurança alimentar alertam que guardar arroz cozido por mais de 24 horas pode causar intoxicações com sintomas como febre, diarreia e dores abdominais. Entenda o motivo e saiba como armazenar o alimento de forma segura.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O arroz é presença quase obrigatória nas mesas brasileiras, mas um hábito comum — guardar o que sobra na geladeira para o dia seguinte — pode ser mais perigoso do que parece. Embora pareça inofensivo, o reaproveitamento do arroz cozido envolve riscos à saúde que muitas pessoas desconhecem, especialmente em dias quentes.

O perigo invisível no arroz do dia seguinte

Arroz 1
© Kalyani Akella-Unsplash

Cristina Lora, tecnóloga e especialista em segurança alimentar, explicou em entrevista ao podcast Hábito Zero que o arroz cozido é um dos alimentos mais propensos a causar intoxicações quando armazenado por tempo excessivo.
Segundo ela, a presença de uma bactéria chamada Bacillus cereus é a principal responsável por esse risco.

“É como uma roleta-russa”, afirmou. “Você pode comer o mesmo arroz guardado por anos sem problemas, até que um dia ele te faz muito mal.”
Os sintomas variam de náusea e dor abdominal a febre e diarreia intensa — e, nos casos mais graves, podem exigir atendimento médico.

Por que o arroz é diferente de outros alimentos

Ao contrário da massa, que pode ser guardada na geladeira por até três dias sem grandes riscos, o arroz apresenta condições ideais para a multiplicação do Bacillus cereus se não for refrigerado imediatamente após o preparo.
O micro-organismo resiste ao calor do cozimento e, quando o alimento esfria lentamente ou fica fora da geladeira por muito tempo, ele se multiplica rapidamente.

“Essas bactérias formam esporos que sobrevivem ao calor e, se o arroz não for resfriado e consumido em pouco tempo, o perigo aumenta”, destacou Lora.

Quem corre mais risco

A especialista alerta que algumas pessoas devem ser ainda mais cautelosas com esse tipo de contaminação. Grupos vulneráveis — como gestantes, crianças pequenas, bebês e pessoas com imunidade baixa — estão mais propensos a desenvolver sintomas graves, mesmo com pequenas quantidades do alimento contaminado.

Por isso, ela recomenda descartar o arroz que passou de 24 horas na geladeira, mesmo que pareça visualmente normal ou tenha cheiro agradável.

Como armazenar e consumir com segurança

Se sobrar arroz, a primeira regra é não deixá-lo em temperatura ambiente por mais de duas horas após o preparo.
Ele deve ser transferido rapidamente para um recipiente limpo e refrigerado, preferencialmente em porções pequenas que esfriem mais rápido.

Quem quiser prolongar a conservação pode optar pela congelamento, mas Lora alerta que isso pode alterar a textura e o sabor: o arroz tende a ficar mais seco e menos soltinho após descongelar.

A melhor estratégia, segundo a especialista, é cozinhar apenas a quantidade necessária para a refeição. “É uma forma simples de evitar riscos e garantir que o arroz mantenha suas propriedades e sabor originais.”

 

[ Fonte: La Nación ]

 

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