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Tecnologia

Quanto realmente ganha um motorista de aplicativo em São Paulo? Os números podem surpreender

Estudo revela a média de ganhos e custos enfrentados por motoristas de aplicativos na capital paulista. Conheça os desafios e os fatores que determinam o lucro no fim do mês.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Ser motorista de aplicativo em São Paulo envolve mais do que dirigir. Exige planejamento, longas jornadas e atenção aos custos que podem consumir boa parte do faturamento. Uma pesquisa recente jogou luz sobre essa realidade, mostrando quanto se ganha — e quanto se gasta — ao escolher essa profissão na maior cidade do país. Entenda os detalhes a seguir.

Jornada intensa, ganhos limitados

Segundo a pesquisa “Mãos ao Volante”, do Instituto Badra, realizada com 1.260 motoristas em São Paulo, 73% dos entrevistados trabalham mais de 8 horas por dia. O rendimento médio líquido informado é de R$ 3.800 por mês — cerca de dois salários mínimos, já descontadas despesas como combustível, aluguel do veículo e taxas da plataforma.

A pesquisa mostra ainda que 90% dos motoristas são homens e quase metade tem entre 35 e 49 anos. Curiosamente, 80% afirmaram que não trocariam a atividade por um emprego formal com carteira assinada, e 22% têm ensino superior.

Diferença entre faturamento e lucro

Nos fóruns online, motoristas relatam que, com uma jornada de 8 horas diárias, a renda bruta pode variar entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. Porém, após o desconto dos custos, o valor líquido fica entre R$ 2.500 e R$ 3 mil. Já quem trabalha 12 horas por dia consegue faturar de R$ 7 mil a R$ 9 mil por mês, com lucro final entre R$ 3.500 e R$ 4.500.

Esses valores dependem da eficiência do motorista, dos horários escolhidos para rodar e da forma como ele administra suas despesas.

Os principais custos da atividade

Entre os maiores gastos estão o combustível, o aluguel de carros (entre R$ 2 mil e R$ 3 mil mensais para quem não tem veículo próprio), a comissão das plataformas (25%), estacionamentos e pedágios (até R$ 300 por mês). Além disso, há custos indiretos, como manutenção preventiva e a depreciação do carro.

Diferentemente de um trabalhador formal, o motorista de aplicativo arca com todos os riscos da atividade e não conta com direitos como férias, 13º salário ou auxílio-doença.

Estratégia é essencial para lucrar

Quem deseja ingressar na profissão precisa planejar bem. Entidades do setor recomendam montar uma planilha de custos detalhada e simular diferentes cenários, considerando o impacto de fatores como o trânsito, ociosidade nos horários de menor demanda e o aumento de consumo de combustível em horários de pico.

Escolher bem os turnos, evitar períodos com poucas corridas e aproveitar momentos de maior demanda — como finais de semana, feriados e dias de chuva — pode fazer grande diferença na rentabilidade.

Como dizem os motoristas mais experientes: “Na rua, cada minuto parado é dinheiro perdido”.

[Fonte: Gente seguradora]

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