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Ciência

Roer as unhas: o significado psicológico por trás desse hábito

O que esse hábito revela sobre seu estado emocional e como superá-lo? Descubra as causas e estratégias para lidar com essa prática.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Embora possa parecer um comportamento inofensivo, roer as unhas – conhecido como onicofagia – está ligado a questões emocionais profundas. Além de prejudicar a aparência, esse hábito também afeta a saúde emocional e social de quem o pratica.

As causas psicológicas de roer as unhas

Esse hábito geralmente começa na infância, muitas vezes como uma resposta ao estresse ou a situações de pressão emocional. De acordo com a psicóloga Karen J. Pine, roer as unhas pode ser um mecanismo de alívio temporário, ajudando a regular o sistema nervoso diante da ansiedade ou insegurança.

Porém, essa prática pode criar um ciclo de dependência emocional. Em casos mais graves, pode ser um sinal de transtornos como o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou de problemas emocionais mais complexos.

Consequências físicas e emocionais

Roer as unhas vai além de um impacto estético; as consequências físicas e emocionais incluem:

  • Danos físicos: Lesões nas unhas, deformações nos dedos e desgaste dental são efeitos comuns.
  • Infecções: Aumenta o risco de paroníquia, uma infecção bacteriana ou fúngica ao redor das unhas.
  • Impacto psicológico: Vergonha pela aparência das mãos pode diminuir a autoestima e afetar as relações sociais.

A Universidade Veracruzana destaca que, em casos extremos, esse hábito pode causar mal-estar psicológico significativo, comprometendo a qualidade de vida.

Como parar de roer as unhas

Embora superar esse hábito seja desafiador, existem estratégias eficazes:

  1. Cuide das unhas: Mantenha-as limpas, lixadas e pintadas. Use esmaltes com gosto desagradável para desestimular o hábito.
  2. Identifique os gatilhos: Observe quais situações o levam a roer as unhas e procure gerenciá-las com técnicas de relaxamento.
  3. Mantenha as mãos ocupadas: Use ferramentas como bolas antistresse, massinhas ou atividades como desenhar para canalizar a energia nervosa.
  4. Procure ajuda profissional: Caso o hábito persista, um psicólogo pode ajudar a identificar e tratar as causas emocionais com terapias como a cognitivo-comportamental.

Um sinal para prestar atenção

Roer as unhas não é apenas um hábito; é um reflexo do estado emocional. Tratar essa prática pode melhorar seu bem-estar físico e mental, além de fortalecer sua autoestima e confiança nas interações sociais. O primeiro passo? Compreender o que seu corpo tenta comunicar e agir para resolver as causas subjacentes.

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