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São Paulo é cidade criativa do cinema pela Unesco

São Paulo ganhou um novo papel de protagonista: agora, a capital paulista é oficialmente cidade criativa do cinema reconhecida pela Unesco. O título não é só um selo bonito – ele coloca São Paulo ao lado de polos culturais do mundo todo e reforça o peso da produção audiovisual brasileira no mapa global. Entenda por que isso importa (e muito) para quem vive, cria e consome cultura na cidade.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Por que São Paulo entrou no radar da Unesco

A Unesco escolheu São Paulo como cidade criativa do cinema após analisar um conjunto de ações voltadas ao audiovisual. Um dos pilares da candidatura é a SPCine, empresa pública responsável por financiar, implementar e desenvolver políticas para o setor na capital.

Na prática, isso significa investimento em produtoras, festivais, editais, formação de público e ocupação de salas de cinema espalhadas pela cidade. Não é só sobre filmar em São Paulo, mas sobre criar um ecossistema completo de cinema, da ideia ao telão.

Segundo a prefeitura, a candidatura mostrou como o audiovisual está integrado ao dia a dia da cidade – e foi exatamente isso que convenceu a Unesco.

Sessões azuis, cinema pet friendly e público real

São Paulo é cidade criativa do cinema pela Unesco
© Pexels

Um dos pontos que mais chamaram atenção foi a forma como São Paulo adapta o cinema para diferentes públicos. Emiliano Zapata, diretor de Inovações da SPCine, destaca sessões especiais:

  • Sessões azuis, voltadas a pessoas autistas
  • Programações para idosos
  • Sessões pensadas para mães com bebês
  • Eventos pet friendly, em que até o cachorro entra na experiência

Segundo ele, a inovação que garantiu o selo de cidade criativa do cinema “não está apenas na tecnologia, mas na forma como São Paulo se relaciona com seus territórios e públicos”. Em outras palavras: não é só fazer filme, é ouvir, acolher e transformar.

Se você acha que título da Unesco é só formalidade, alerta: ele reforça essa ideia de audiovisual vivo, espalhado pelos bairros, e não restrito a salas de shopping.

Outras cidades criativas e o lugar do Brasil no mapa

São Paulo não está sozinha na lista. Outras 57 cidades entraram recentemente na Rede de Cidades Criativas da Unesco, em diferentes categorias. Alguns exemplos:

  • Quito (Equador) – arquitetura
  • Zaragoza (Espanha) – gastronomia
  • Kiev (Ucrânia) – música
  • Lusail (Catar) – arquitetura
  • Nova Orleans (EUA) – música
  • Matosinhos (Portugal) – gastronomia
  • Tânger (Marrocos) – literatura

No Brasil, já tinham esse reconhecimento Santos (SP) e Penedo (AL), também como cidade criativa do cinema. Agora, com São Paulo nesse grupo, o país reforça sua presença na rede. Ao todo, o Brasil já conta com 14 cidades criativas da Unesco, em áreas como gastronomia, literatura, design e música.

A rede, criada em 2004, reúne mais de 300 cidades em cerca de 100 países. A ideia é destacar lugares que usam cultura e criatividade como estratégia de desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.

O que significa ser cidade criativa do cinema na prática

Ser cidade criativa do cinema pela Unesco não é prêmio estático – é compromisso. Significa manter políticas públicas, incentivar produções locais, atrair coproduções internacionais e fortalecer a economia criativa.

Para São Paulo, isso pode representar:

  • Mais visibilidade para produções brasileiras
  • Atração de filmagens estrangeiras
  • Fortalecimento de festivais, cineclubes e circuitos alternativos
  • Geração de empregos em toda a cadeia do cinema

Veja como o selo de cidade criativa do cinema também vira argumento político e econômico: ele ajuda a negociar parcerias, captar recursos e mostrar que o audiovisual é parte central do desenvolvimento urbano – e não só entretenimento.

O reconhecimento de São Paulo como cidade criativa do cinema pela Unesco é um recado claro: o audiovisual brasileiro não é coadjuvante, é protagonista. Agora, a questão é acompanhar se esse título vai se traduzir em mais salas ativas, mais acesso, mais diversidade de histórias e mais oportunidades para quem cria. E você – acha que esse selo muda algo no seu jeito de ver e viver cinema na cidade?

[Fonte: CNN Brasil]

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