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Tecnologia

Startup americana investe US$ 1,5 bilhão para desafiar a Starlink com rede de satélites própria

A AST SpaceMobile, sediada no Texas, anunciou planos para lançar até 60 satélites até 2026 e competir diretamente com a Starlink de Elon Musk no mercado de internet via espaço. Com capital robusto e tecnologia de telefonia 5G direto do espaço, a empresa quer cobrir EUA, Europa, Japão e além.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A corrida pela internet via satélite está prestes a ficar ainda mais disputada. A AST SpaceMobile, que já realizou a primeira chamada 5G do espaço para um celular comum, revelou planos para lançar dezenas de satélites até 2026. Com US$ 1,5 bilhão disponíveis e metas ousadas, a empresa quer se posicionar como rival de peso da Starlink, ampliando a conectividade global e elevando a disputa pela órbita baixa da Terra.

Planos para dominar a órbita baixa

A AST SpaceMobile pretende colocar entre 45 e 60 satélites em órbita até 2026, com lançamentos programados para cada um ou dois meses em 2025 e 2026. O objetivo é oferecer cobertura em mercados estratégicos, incluindo Estados Unidos, Europa e Japão.
O CEO e fundador Abel Avellan afirma que o ritmo acelerado de lançamentos é parte de uma estratégia para conquistar espaço frente à líder atual, a Starlink.

Tecnologia já testada

O primeiro satélite da AST, o BlueWalker 3, foi lançado em setembro de 2022. Seu painel solar, do tamanho de uma quadra de tênis, chamou atenção pelo porte e permitiu a realização, em 2023, da primeira ligação 5G do espaço para um celular comum.
Desde então, a empresa lançou outros cinco satélites BlueBird e planeja colocar mais 243 em órbita para sustentar sua rede de banda larga espacial.

Disputa crescente com a SpaceX

O avanço da AST incomoda a SpaceX, que recentemente enviou uma carta à Comissão Federal de Comunicações (FCC) alegando que a constelação rival ameaça a sustentabilidade da órbita baixa.
As críticas lembram os problemas enfrentados pela própria Starlink, cujos satélites já foram apontados como obstáculos para observações astronômicas, mesmo com medidas de mitigação implementadas pela empresa de Elon Musk.

Concorrência se intensifica

A AST não é a única a desafiar a hegemonia da Starlink. O Projeto Kuiper, da Amazon, já tem mais de 100 satélites no espaço e planeja expandir sua rede rapidamente. Com o aumento das constelações, o cenário aponta para uma órbita baixa cada vez mais congestionada, levantando preocupações ambientais e regulatórias.

O futuro da internet via satélite

Com satélites BlueBird de segunda geração três vezes maiores que os modelos iniciais, a AST aposta em maior capacidade de transmissão e alcance. Se atingir suas metas, a empresa pode quebrar o domínio da Starlink e inaugurar uma nova fase na competição pela conectividade global — e pelo controle do espaço.

 

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