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Tudo o que a Netflix está atribuindo a si mesma graças ao sucesso de Stranger Things

Às vésperas do desfecho, Stranger Things segue quebrando recordes e reacendendo tendências culturais. A Netflix divulgou novos dados de audiência e elencou efeitos colaterais do fenômeno: músicas que voltaram às paradas, o boom de Dungeons & Dragons, colaborações de marcas e um ecossistema de produtos que não para de crescer.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Quase uma década depois de estrear, Stranger Things deixou de ser “apenas” uma série para se tornar um motor cultural. Inspirada nos anos 1980 e no imaginário de Steven Spielberg e Stephen King, a produção cresceu em escala e ambição. Agora, com a quinta e última temporada em andamento, a Netflix faz um balanço ambicioso do impacto da série — dentro e fora da tela.

Números que impressionam — e continuam subindo

A Netflix afirma que as temporadas 1 a 4 já somam mais de 1,2 bilhão de visualizações, o maior total da história da plataforma. O primeiro volume da quinta temporada, lançado recentemente, teria alcançado 102,6 milhões de visualizações globais, mantendo todas as temporadas no Top 10 semanal. Com novos episódios chegando no Natal e o grande final no Ano-Novo, a expectativa é de novos recordes antes da despedida de Vecna.

As cenas mais revisitadas pelos fãs

Entre os momentos mais reassistidos, a plataforma destaca dois polos do fenômeno: a possessão de Nancy por Vecna no episódio 4×07 — peça-chave para o arco do vilão — e o dueto “NeverEnding Story” entre Dustin e Suzie no 3×08, um instante que transcendeu a narrativa e virou meme, música e nostalgia compartilhada.

A trilha sonora que voltou às paradas

O efeito Stranger Things sobre a música é talvez o mais visível. A já conhecida retomada de Running Up That Hill, de Kate Bush, voltou com força na quinta temporada. Outro destaque é Upside Down, de Diana Ross, que registrou um aumento de 1.250% nos streams da Geração Z após aparecer nos novos episódios.

A lista de ressurgimentos inclui ainda “I Think We’re Alone Now”, “Mr. Sandman” e “Fernando”, provando que a série continua funcionando como uma cápsula do tempo sonora — com alcance intergeracional.

Dungeons & Dragons: crédito compartilhado

A Netflix também aponta um crescimento de 673% no interesse pelo universo de Dungeons & Dragons entre 2016 e 2022, período que coincide com a ascensão da série e do Hellfire Club de Eddie Munson. Críticos lembram, porém, que o RPG teve avanços próprios — filme em 2023, expansões e novos públicos — além de colaborações oficiais com a série. Ainda assim, é difícil negar o empurrão cultural dado por Hawkins.

Do sofá ao carrinho de compras

O fenômeno também virou produto. A Netflix lista colaborações como os cookies do Chips Ahoy!, os tênis Dunk Low da Nike com logo “invertido”, livros, quadrinhos e a experiência imersiva Stranger Things: The Experience. Some-se a isso itens que ganharam vida própria — como o set Lego da Creel House — e o “trem do merchandising” segue a todo vapor.

O que vem depois do final?

Mesmo com o encerramento da história principal, a febre não deve arrefecer tão cedo. Há um spin-off animado a caminho e a expectativa de que mais músicas retrô ressurgirão até o último episódio. Para a Netflix, Stranger Things provou ser mais do que um hit: é uma franquia capaz de atravessar mídia, gerações e hábitos de consumo.

No fim das contas, a plataforma está feliz em “assinar” boa parte desse impacto. Se tudo isso é mérito exclusivo da série ou resultado de um ecossistema cultural mais amplo, o debate continua. O que é certo é que, antes do adeus definitivo, Hawkins ainda tem fôlego para dominar conversas — e playlists — mundo afora.

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