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Ciência

A dor de ouvido que você ignora pode esconder algo muito mais sério

Se aquela dor insistente no ouvido não passa, talvez o problema vá além de uma simples infecção. Um novo alerta médico mostra que certos sintomas não devem ser ignorados, especialmente em pessoas com fatores de risco. Conheça os sinais que merecem atenção e as opções de tratamento mais modernas já disponíveis na Espanha.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Mesmo sendo raro, o câncer de ouvido pode passar despercebido por se parecer com condições comuns. A confusão com inflamações, dores leves ou secreções faz com que muitas pessoas adiem o diagnóstico. No entanto, identificar os sintomas corretos a tempo pode ser fundamental para um tratamento eficaz. Veja abaixo o que dizem os especialistas sobre riscos, sintomas e os tratamentos mais inovadores.

O que é o câncer de ouvido e por que ele é tão difícil de detectar

O câncer de ouvido atinge apenas uma a duas pessoas a cada milhão e afeta, principalmente, indivíduos com mais de 55 anos. A raridade da doença contribui para que ela seja frequentemente confundida com problemas auditivos rotineiros.

A estrutura do ouvido — com áreas internas e externas próximas a nervos e vasos importantes — torna o avanço do tumor potencialmente perigoso. Existem formas benignas, como cistos e queloides, mas os casos mais preocupantes envolvem tumores malignos, como o carcinoma de células escamosas ou o melanoma, geralmente ligados à exposição solar prolongada.

Sinais de alerta que não devem ser ignorados

O principal sintoma é uma dor persistente no ouvido por mais de quatro semanas. A presença de sangramento aumenta o nível de alerta. Se houver secreção, perda de audição, inchaço atrás da orelha ou paralisia facial, é essencial procurar um especialista.

Tumores no ouvido externo podem atingir a cartilagem e ossos ao redor. Já os tumores internos, embora mais difíceis de se espalhar rapidamente, podem causar complicações graves por estarem próximos a áreas delicadas.

Câncer De Ouvido (2)
© Marta Branco – Pexels

Quem corre mais risco e como é feito o diagnóstico

Diversos fatores aumentam o risco da doença, como histórico de infecções repetidas, exposição a medicamentos ototóxicos (como cisplatina), tratamentos com radioterapia, cirurgias na região do ouvido ou cérebro, e doenças renais que exigem certos fármacos.

Como os sintomas se confundem com infecções comuns, o diagnóstico é um desafio. Se a dor ou desconforto persistir após o uso de antibióticos, o ideal é realizar exames especializados. A presença de líquido no ouvido ou sensação de pressão contínua também são sinais de alerta.

As novidades no tratamento e as opções disponíveis

O tratamento depende do tipo e da localização do tumor. Tumores externos podem ser removidos por cirurgias como a de Mohs, seguidas de radioterapia e reconstrução. Casos mais internos exigem intervenções complexas e, às vezes, quimioterapia.

Na Espanha, uma das novidades é o uso de imunoterapia injetável, aplicada em apenas sete minutos. Esse tratamento moderno oferece mais conforto e eficácia, trazendo esperança para pacientes que enfrentam essa forma rara de câncer.

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