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Tecnologia

A nova turbina eólica na China que desafia todos os limites

A China acaba de dar um passo sem precedentes na energia eólica offshore. Uma turbina monumental foi ativada, trazendo consigo avanços impressionantes em potência e engenharia.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Seu tamanho desafia qualquer comparação, superando até mesmo edifícios icônicos. Mas essa inovação não é apenas uma questão de escala – ela representa um marco no setor de energia renovável.

A maior turbina eólica flutuante do mundo

A CRRC, empresa estatal chinesa mais conhecida por seus trens de alta velocidade, agora está redefinindo o setor de energia eólica offshore. Seu novo projeto, chamado Qihang, é a maior turbina eólica flutuante do mundo. Com uma torre de 151 metros de altura e um rotor de 260 metros de diâmetro, essa turbina estabelece um novo padrão de grandiosidade.

A turbina tem capacidade de geração de 20 MW, superando modelos anteriores de 16,6 MW e 18 MW, implantados pela Envision Energy e pela Dongfang Electric em 2024. No entanto, a própria China já se prepara para avançar ainda mais, com um modelo de 22 MW da Mingyang Wind Power em desenvolvimento.

Uma turbina que gira como um trem de alta velocidade

A Qihang reflete a expertise da CRRC em engenharia avançada. Com uma velocidade máxima de rotação comparável à dos trens de alta velocidade da empresa, ela tem capacidade para gerar até 62 GWh de energia por ano. Isso equivale ao abastecimento elétrico de cerca de 37 mil residências por unidade.

Seu design modular permite adaptações para diferentes plataformas flutuantes e sistemas de ancoragem. Construída com materiais que suportam condições climáticas extremas, incluindo tufões, a turbina conta com mais de 200 sensores espalhados pelas pás, estruturas, sistemas de acionamento e ancoragem. Esse monitoramento constante garante um desempenho eficiente e seguro.

O início da operação e testes rigorosos

O primeiro protótipo da Qihang saiu da fábrica da CRRC em Sheyang, na província de Jiangsu, em outubro do ano passado. Em dezembro, foi transportado para Dongying, na província de Shandong, e de lá encaminhado ao Porto de Guangli utilizando barcaças modulares autopropulsadas.

No dia 11 de janeiro, já completamente montada, a turbina entrou em operação, iniciando um período de testes e certificações. Essa fase será crucial para garantir que a turbina atenda aos padrões de segurança e eficiência antes de ser transferida definitivamente para alto-mar e conectada à rede elétrica.

China domina a energia eólica offshore

A China não apenas lidera o setor de turbinas eólicas offshore – ela supera qualquer outra nação. Recentemente, o país ultrapassou o Reino Unido como a maior potência mundial em instalações de energia eólica no mar, consolidando sua posição na vanguarda da transição energética.

Enquanto desafios logísticos limitam a Europa e outras regiões na implantação de turbinas acima de 20 MW, a China avança sem concorrência real. As turbinas flutuantes permitem exploração de ventos em águas mais profundas e distantes da costa, acelerando a transição para uma matriz energética mais limpa sem comprometer a paisagem litorânea.

A turbina Qihang é mais um exemplo do domínio chinês no setor. Com tecnologia avançada e escala incomparável, a China continua a expandir os limites da energia renovável, garantindo um futuro mais sustentável para o planeta.

[Fonte: Terra]

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