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Tecnologia

A pergunta que pode salvar seus dados: como identificar golpes por telefone antes que seja tarde

Um simples telefonema pode esconder uma armadilha digital perigosa. Cibercriminosos usam inteligência artificial para imitar vozes e enganar vítimas. Mas existe uma pergunta-chave que pode desmascará-los e evitar roubos de dados ou transferências indevidas. Veja qual é e como se proteger.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Golpes por telefone vêm se tornando cada vez mais sofisticados e comuns. O avanço da inteligência artificial permitiu aos criminosos clonar vozes com alto grau de realismo, enganando até os mais atentos. Com acesso prévio aos contatos de uma pessoa, esses estelionatários conseguem simular tons, sotaques e até os trejeitos da fala de um familiar.

O objetivo é sempre o mesmo: convencer a vítima a entregar informações confidenciais ou, em casos mais graves, induzi-la a realizar transferências bancárias. Diante dessa nova onda de ciberestelionatos, especialistas em segurança digital alertam para a importância de estar atento e preparado.

A pergunta que desarma o golpista

De acordo com especialistas, existe uma pergunta simples e eficaz para identificar se você está falando com alguém confiável ou com um estelionatário: “Qual era o nome do meu primeiro bichinho de estimação?”
© Unsplash

De acordo com especialistas, existe uma pergunta simples e eficaz para identificar se você está falando com alguém confiável ou com um estelionatário: “Qual era o nome do meu primeiro bichinho de estimação?”

Essa pergunta funciona porque é uma informação pessoal muito específica que dificilmente estaria disponível online. Se a pessoa do outro lado hesitar, responder errado ou desviar do assunto, há grandes chances de se tratar de uma tentativa de golpe.

Se desconfiar da ligação, o ideal é encerrar imediatamente a conversa e, caso tenha fornecido alguma informação sensível, registrar uma denúncia nos canais apropriados.

As frases mais usadas por golpistas

Além da clonagem de voz, muitos cibercriminosos utilizam frases padronizadas para dar um ar de legitimidade à abordagem. Saber reconhecê-las pode ser o primeiro passo para evitar um prejuízo. Veja as mais comuns:

“Vamos simular um empréstimo.”
Essa frase costuma ser usada para induzir a vítima a fornecer dados pessoais, sob a falsa promessa de análise ou liberação de crédito.

“Enviamos um código de segurança para seu celular.”
Trata-se de uma tática comum para obter acesso a contas bancárias ou aplicativos de pagamento. O criminoso finge ser de uma instituição e pede esse código para completar o “atendimento”.

“Precisamos instalar um aplicativo.”
Ao convencer a vítima a baixar um programa, o golpista consegue acesso remoto ao aparelho e a todas as informações nele armazenadas — inclusive dados bancários e senhas.

Como reforçar sua segurança

A melhor forma de evitar cair nesse tipo de golpe é adotar medidas simples, mas eficazes:

  • Salve todos os contatos conhecidos no seu celular. Isso ajuda a identificar chamadas legítimas e a desconfiar de números desconhecidos.

  • Desconfie de chamadas inesperadas, principalmente se pedirem informações pessoais, senhas ou códigos. Mesmo que a voz pareça familiar, mantenha a cautela.

  • Corte a ligação e verifique por outro canal. Se você tiver dúvidas, entre em contato com a pessoa por outro meio, como mensagem ou chamada de vídeo.

  • Lembre-se: bancos e órgãos oficiais nunca pedem senhas ou códigos por telefone. Se houver necessidade, o pedido será feito por e-mail institucional ou pessoalmente na agência.

Fonte: Canal26

 

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