A NASA já antecipou que abril será movimentado para quem gosta de astronomia. O destaque vai para a passagem do cometa C/2025 R3, mas ele não vem sozinho. Ao longo do mês, duas chuvas de meteoros também entram em cena, criando uma sequência de fenômenos visíveis a olho nu — ou com ajuda de equipamentos simples.
O cometa C/2025 R3 chega primeiro
O primeiro grande evento ocorre em 17 de abril, quando o cometa C/2025 R3 terá sua melhor janela de observação. Esse tipo de objeto, composto por gelo, poeira e rochas, costuma se tornar visível quando se aproxima do Sol, liberando gases que formam sua característica cauda.
Apesar disso, ele não será facilmente visível a olho nu. Com magnitude estimada em +8, será necessário o uso de binóculos ou telescópios para observação mais clara.
O ponto de maior aproximação com a Terra acontecerá no dia 27 de abril, quando o cometa estará a cerca de 70,8 milhões de quilômetros do nosso planeta. Para quem está no hemisfério norte, a melhor chance será ao amanhecer, entre meados e o fim do mês. Já no hemisfério sul, a observação será mais favorável no início de maio, durante a noite.
Líridas: uma das chuvas mais antigas do calendário

Poucos dias depois, entra em cena a chuva de meteoros Líridas, que atinge seu pico entre a noite de 21 e a madrugada de 22 de abril.
Esse fenômeno ocorre quando a Terra atravessa os detritos deixados pelo cometa Thatcher. Ao entrar na atmosfera, essas partículas se aquecem e produzem os conhecidos “riscos de luz” no céu.
Para observar melhor:
- Olhe para o céu a partir do leste
- Busque a estrela Vega, uma das mais brilhantes da noite
- Prefira locais escuros, longe da poluição luminosa
As Líridas são conhecidas por sua regularidade e podem render bons momentos de observação, mesmo sem equipamentos.
Eta Aquáridas: rápidas e intensas
Quase ao mesmo tempo, outra chuva de meteoros começa a ganhar força: as Eta Aquáridas.
Esse fenômeno se estende de 19 de abril até 28 de maio, com pico previsto entre 5 e 6 de maio. Diferente das Líridas, essas meteoros são especialmente rápidos — atingindo velocidades de cerca de 65 km/s — e costumam deixar rastros luminosos persistentes.
Elas são associadas ao famoso cometa Halley e costumam ser melhor vistas em regiões próximas ao equador e no hemisfério sul.
No entanto, em 2026 há um fator que pode atrapalhar: a Lua estará em fase gibosa, com cerca de 84% de iluminação durante o pico. Isso deve reduzir a visibilidade para menos de 10 meteoros por hora.
Um mês perfeito para olhar para o céu
A combinação desses três eventos faz de abril um período ideal para observação astronômica, especialmente para iniciantes.
Mesmo que o cometa exija equipamentos, as chuvas de meteoros oferecem um espetáculo acessível. Basta um céu limpo, pouca luz artificial e um pouco de paciência.
Além disso, esses fenômenos ajudam a lembrar algo essencial: o céu está em constante movimento. E, de tempos em tempos, ele oferece verdadeiros shows — silenciosos, rápidos e impossíveis de repetir exatamente da mesma forma.
Abril de 2026 é um desses momentos.
[ Fonte: La Nación ]