Quando a andropausa começa de verdade
A andropausa não acontece de uma vez. Segundo especialistas, a queda de testosterona costuma começar entre os 35 e 40 anos, mesmo que os sintomas só fiquem mais evidentes entre os 45 e 55.
O ritmo varia muito. Alguns homens chegam aos 80 anos sem problemas hormonais. Outros já percebem mudanças fortes aos 50. É por isso que entender a andropausa exige atenção individual, e não uma regra fixa para todos.
Queda de testosterona: os sintomas que servem de alerta

A queda de testosterona afeta o corpo e a mente. E esses sinais muitas vezes passam despercebidos ou são confundidos com estresse.
Os sintomas mais comuns da andropausa incluem:
- Diminuição do desejo sexual
- Menos ereções espontâneas pela manhã
- Cansaço constante
- Aumento da gordura abdominal
- Redução de massa muscular
Além disso, a queda de testosterona pode trazer alterações de humor, irritabilidade, desânimo e até dificuldade de concentração. Em casos mais avançados, aparecem problemas como osteopenia (perda de densidade óssea) e alterações metabólicas.
Nem toda perda de libido é hormonal. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental.
Como é feito o diagnóstico da andropausa
Não dá para identificar a andropausa só com sintomas. O diagnóstico envolve exame clínico e testes laboratoriais.
Os principais exames para avaliar a queda de testosterona são:
- Testosterona total e livre
- SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais)
- LH e FSH (hormônios que controlam os testículos)
- Prolactina
- PSA (antígeno prostático específico)
Se a testosterona vier baixa, o exame costuma ser repetido. Também é importante descartar obesidade, depressão, apneia do sono e uso de medicamentos.
Tratamentos para andropausa: veja como funcionam
O tratamento da andropausa pode começar com mudanças simples: exercício, perda de peso, sono de qualidade e redução do estresse. Em alguns casos, entra a reposição hormonal.
A reposição de testosterona pode ser feita em gel diário, injeções trimestrais, cápsulas ou implantes subcutâneos. Quando bem indicada, melhora a libido, a energia, o humor e a composição corporal.
Mas existe um alerta: a reposição não é indicada para homens com câncer de próstata ativo e pode trazer riscos como aumento do hematócrito, piora da apneia do sono e redução da fertilidade.
Estilo de vida também muda tudo
Médicos reforçam que estilo de vida é chave. Exercícios de força, boa alimentação, sono regular e controle do peso têm impacto direto sobre a testosterona.
A gordura abdominal, por exemplo, reduz ainda mais os níveis hormonais. Estudos mostram que hábitos saudáveis podem aumentar a testosterona em até 30%.
No fim, a andropausa não é um “fim de linha”. É um processo natural — e que pode ser gerenciado. A questão é simples: você está prestando atenção nos sinais do seu próprio corpo?
[Fonte: Itatiaia]