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Ciência

Anvisa alerta: glitter de festa pode conter plástico e não deve ser consumido

A Anvisa emitiu um alerta nacional sobre o uso de “glitter comestível” em bolos, doces e bebidas. A agência esclareceu que produtos feitos de polipropileno (PP) — um tipo de plástico — não são seguros para consumo humano, mesmo quando rotulados como “comestíveis”.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Aquele brilho extra em bolos e drinks pode estar escondendo um perigo. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alertou que o chamado glitter comestível vendido em lojas de festa pode, na verdade, conter plástico micronizado, uma substância proibida para uso alimentar.

“Glitter comestível” pode ser plástico disfarçado

O aviso foi emitido após a detecção de produtos à base de polipropileno (PP) sendo vendidos como seguros para comer. Segundo a Anvisa, nenhum pó decorativo com esse material está autorizado para aplicação direta em alimentos — nem mesmo se o rótulo indicar que é comestível.

A substância é a mesma usada na fabricação de copos descartáveis e embalagens, e só pode ser aplicada em materiais que entram em contato indireto com alimentos, como potes e tampas, e ainda assim sob condições controladas.

Risco real: o que a ingestão de plástico causa

O consumo de microplásticos pode causar irritação intestinal, inflamações e acúmulo de substâncias tóxicas no organismo. Como o corpo humano não consegue digerir o polipropileno, as partículas acabam se acumulando em tecidos e órgãos — um efeito que vem sendo estudado por cientistas em todo o mundo.

Para evitar riscos, a Anvisa reforça que apenas corantes e aditivos alimentares autorizados devem ser usados para colorir e decorar alimentos. Glitters verdadeiramente comestíveis são feitos com materiais naturais solúveis, e não com polímeros industriais.

Como identificar e denunciar produtos irregulares

A agência orienta consumidores e confeiteiros a verificarem o rótulo antes de usar qualquer pó decorativo.

Confira o que observar:

  • Lista de ingredientes: procure por termos suspeitos como polipropileno ou PP.
  • Denominação de venda e lote: devem estar visíveis.
  • Declaração de alergênicos e validade: obrigatórias por lei.

Se houver suspeita de fraude, o consumidor pode denunciar à vigilância sanitária local ou à própria Anvisa por meio do site oficial.

Um brilho que pode custar caro

A agência lembra que muitas lojas vendem lado a lado produtos decorativos sem finalidade alimentícia e glitters realmente comestíveis, o que aumenta o risco de confusão. A recomendação é simples: nunca confie apenas na cor ou no nome do produto — leia sempre o rótulo com atenção.

O alerta da Anvisa serve de lembrete: nem tudo que brilha pode ir no prato. Às vezes, o “glitter comestível” pode ser só plástico disfarçado de festa.

[Fonte: ND+]

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