Vampire Crawlers: The Turbo Wildcard chega como o primeiro spin-off oficial de Vampire Survivors — e já nasce carregando o peso (e a curiosidade) de um fenômeno. Criado por Luca Galante, o mesmo nome por trás da Poncle, o jogo foi lançado em 21 de abril de 2026 e marca uma virada inesperada na franquia. A câmera aérea e o caos luminoso do estilo “Bullet Heaven” saem de cena para dar lugar a algo mais estratégico: um roguelite que se desenrola dentro de um sistema virtual de cartas. É um deckbuilder em primeira pessoa, baseado em turnos, desenvolvido em parceria com o estúdio britânico Nosebleed Interactive, conhecido por títulos como Stider (2014) e NeoGeo Pocket Color Selection.
De início, parece uma aposta arriscada — afinal, como transformar o frenesi quase hipnótico de Vampire Survivors em um jogo onde cada ação depende de uma carta? A resposta dos criadores resume-se em duas palavras: Turbo Turn. O conceito é simples, mas engenhoso. Trata-se de um sistema de combate em turnos que elimina qualquer tempo morto. As cartas são jogadas num ritmo quase musical, sem pausas ou animações demoradas, gerando uma sensação contínua de movimento e poder crescente.
A jornada acontece em masmorras vistas em primeira pessoa, com movimentação em grade, passo a passo. Lembra os clássicos Wizardry, Eye of the Beholder e Legend of Grimrock, mas com o toque caótico e irresistível que tornou Vampire Survivors tão viciante. O jogador explora criptas infestadas montando seu próprio baralho — e reencontra rostos conhecidos do universo original. Cada carta carrega um eco desse mundo: o chicote de Antonio, o alho protetor, a cruz purificadora e os livros mágicos girando ao redor do personagem. Tudo está lá, só que agora embaralhado em uma nova forma de loucura controlada.
Por que devo baixar o Vampire Crawlers?
Lançado em abril de 2026, Vampire Crawlers chegou de mansinho, mas logo virou assunto entre os fãs de roguelikes. A imprensa especializada o recebeu com entusiasmo, e não faltaram jogadores dispostos a chamá-lo de o grande destaque do ano. Há também quem torça o nariz, alegando que ele se repete um pouco — o que, convenhamos, é quase um rito de passagem para o gênero. Mesmo assim, a comunidade só cresce. O jogo tem fôlego e carisma suficientes para prender quem gosta de desafios estratégicos. Já para quem nunca se aventurou por roguelites ou card games virtuais, a proposta pode parecer um enigma envolto em névoa.
Vampire Crawlers não tenta reinventar o gênero, mas encontra seu próprio tom. Há algo no ritmo das partidas — e na estética sombria, meio gótica — que o torna imediatamente reconhecível. Tudo começa em uma vila que serve como base: dali, você escolhe um personagem (cada um com um baralho inicial voltado para um tipo específico de arma ou poder) e parte para as masmorras. A exploração é metódica e imprevisível ao mesmo tempo: portas que rangem, corredores cheios de armadilhas, baús trancados, monstros à espreita e relíquias esquecidas que podem mudar completamente sua sorte.
No centro dessa engrenagem está o Turbo Turn, o sistema de combos que define o ritmo da ação. Cada carta tem um custo de mana — energia mágica, em termos simples — e a ordem em que você as joga faz toda a diferença. Seguir uma sequência crescente de custos aciona uma reação em cadeia: uma carta impulsiona a outra até que tudo exploda em pura sinergia. Quanto mais longa a sequência, mais espetacular o resultado. E quando entram em cena as cartas especiais, as Wilds, a tela vira um carnaval de luzes e destruição controlada. Em poucos minutos, o caos toma conta — aquele tipo de caos bonito que só os bons jogos conseguem provocar.
A experiência adquirida nas batalhas serve para subir de nível e desbloquear novas cartas, num sistema que lembra Vampire Survivors. As armas evoluem com estilo e reverência ao original, e cabe ao jogador descobrir as combinações ideais entre relíquias e cartas para liberar versões absurdamente poderosas do baralho. Quando tudo se encaixa, é possível varrer andares inteiros em questão de segundos — ou invocar os lendários Survivors, desencadeando uma cascata de efeitos tão exagerada que até os inimigos parecem parar por um instante só para admirar o espetáculo.
O Vampire Crawlers é gratuito?
Vampire Crawlers não é exatamente de graça, mas também está longe dos preços salgados dos grandes lançamentos de fim de ano. A boa notícia é que dá para experimentar sem gastar nada: há uma demo disponível para download no Xbox e no Windows, perfeita para sentir o clima desse derivado oficial de Vampire Survivors antes de decidir se vale o investimento. E, se você já assina o Xbox Game Pass, melhor ainda — o jogo está incluído no serviço, sem custo extra.
Quais sistemas operacionais são compatíveis com o Vampire Crawlers?
Vampire Crawlers está ao alcance de quem joga onde quiser: no PC, no console ou até no portátil. No Windows, ele roda pelo Steam, tirando proveito total da integração com o sistema da Microsoft e funcionando sem esforço no Steam Deck, o pequeno gigante da Valve que virou queridinho entre os gamers. Quem prefere sofá e controle também não fica de fora — o jogo chega completo ao PlayStation 5, Xbox Series X, Xbox Series S, Nintendo Switch 2 e Nintendo Switch.
Quais são as alternativas ao Vampire Crawlers?
Mesmo quem não é fã de roguelikes ou roguelites já deve ter notado: o universo dos jogos independentes está repleto deles. A sensação é de déjà vu — mas, com um pouco de paciência e curiosidade, ainda dá para encontrar joias que se destacam no meio da multidão. Para quem aprecia o gênero, aliás, há várias opções que merecem atenção além de Vampire Crawlers.
Começando por Slay the Spire, um clássico moderno. Criado pelo estúdio Mega Crit e lançado em 2019, ele convida o jogador a escalar uma torre infernal tomada por monstros e chefes impiedosos. O desafio está em montar um baralho eficiente a partir de um herói inicial, enfrentar inimigos cada vez mais perigosos e coletar relíquias com efeitos devastadores. Estratégia e sorte andam lado a lado, e é justamente nessa mistura que mora o encanto do jogo: descobrir combinações improváveis entre as cartas pode mudar completamente o rumo da partida. O sucesso foi tanto que ganhou uma continuação, Slay the Spire 2, que leva tudo um passo adiante com novos personagens, rotas alternativas e chefes ainda mais exigentes.
E já que estamos falando de cartas, impossível não citar Balatro. O jogo virou febre nas redes — e não por acaso. Com seu ritmo hipnótico e uma curva de progressão que prende como poucos, Balatro foi eleito Jogo do Ano em diversas premiações. Ele transforma o tradicional deckbuilder em algo inesperado: partidas de pôquer em que as combinações de cartas definem o destino do jogador. A cada rodada, novas cartas modificadas ampliam as possibilidades e empurram você a buscar pontuações cada vez mais absurdas. É simples, elegante e perigosamente viciante. Há quem diga que supera até Tetris nesse quesito — exagero? Talvez. Mas não dá para negar o impacto que causou no mundo dos games.
Fechando essa seleção, Monster Train 2 chega com uma proposta ousada. Sequência direta do título lançado em 2020, ele amplia tudo o que fez do original um sucesso. A missão continua sendo proteger a Chama Sagrada (a bordo de um trem) contra hordas de inimigos determinados a apagá-la. Só que agora o destino muda: se antes descíamos aos confins do Submundo, desta vez a viagem segue rumo ao Céu — onde uma ameaça colossal espera para testar suas estratégias até o limite. Com novos clãs, cinco baralhos distintos e mecânicas inéditas, Monster Train 2 entrega uma experiência mais intensa, mais imprevisível e ainda mais divertida que a do seu antecessor.