Pular para o conteúdo
Tecnologia

Black Friday: o que ninguém te conta sobre passagens baratas

Todo ano é a mesma coisa: chega a Black Friday e as promoções de passagens aéreas invadem a internet. Mas por trás dos preços chamativos, existe uma lista de riscos escondidos que podem transformar a viagem dos sonhos em dor de cabeça. Entenda os perigos das promoções de voos, veja como fugir do overbooking e descubra seus direitos do passageiro.
Por

Tempo de leitura: 3 minutos

Promoções de voos nem sempre são o que parecem

As promoções de voos costumam ter regras bem mais rígidas do que passagens comuns. Taxas extras, bagagem cobrada à parte e multas altas para alteração são armadilhas frequentes.

Segundo o advogado Rodrigo Alvim, especialista em direitos do passageiro, o erro mais comum é comprar sem ler as condições. Em muitos casos, o preço inicial não inclui bagagem, marcação de assento ou até taxas aeroportuárias.

Outro detalhe pouco falado: as promoções de voos geralmente oferecem horários nada amigáveis. Voos de madrugada, conexões longas e escalas em aeroportos pouco práticos são comuns. Por isso, é essencial simular o custo final antes de clicar em “comprar”.

Overbooking: o risco que aumenta na Black Friday

Black Friday: o que ninguém te conta sobre passagens baratas
© Pexels

Um dos maiores perigos ligados às promoções de voos é o famoso overbooking. Essa prática acontece quando a companhia aérea vende mais passagens do que o número de assentos disponíveis no avião.

As empresas fazem isso apostando que parte dos passageiros não vai aparecer. O problema surge quando todo mundo aparece. Resultado: alguém fica de fora mesmo com bilhete confirmado.

Em caso de overbooking, o passageiro tem direitos do passageiro garantidos por lei. A companhia deve:

  • Procurar voluntários para ceder o assento em troca de benefícios
  • Oferecer reacomodação em outro voo
  • Pagar multa aproximada de R$ 1.600 em voos nacionais e R$ 3.200 em internacionais

E atenção: aceitar a compensação não impede que o consumidor entre com ação judicial depois.

Direito de arrependimento: o prazo que quase ninguém conhece

Outro ponto crítico dos direitos do passageiro é o direito de arrependimento. Pela regra, o consumidor pode cancelar a compra sem custo em até 24 horas após a compra, desde que o voo esteja marcado para pelo menos sete dias depois.

Mesmo com normas específicas da aviação, muitos tribunais entendem que o Código de Defesa do Consumidor prevalece. Ou seja, o passageiro tem mais proteção do que imagina.

E aqui vai um alerta: sempre guarde comprovantes, e-mails e prints. Isso faz diferença se for necessário reclamar depois.

Mudanças de voo também geram direitos

Pouca gente sabe, mas alterações feitas pela companhia também ativam os direitos do passageiro. Se a empresa mudar:

  • Mais de 30 minutos em voos nacionais
  • Mais de 1 hora em voos internacionais

O passageiro pode pedir reembolso total ou realocação em outro voo. Inclusive em outra companhia.

Se a mudança for comunicada com menos de 72 horas de antecedência, qualquer alteração dá direito a reembolso ou remarcação imediata. Mesmo mínima.

Como se proteger antes de comprar

Antes de aproveitar as promoções de voos, o ideal é:

  • Ler todas as regras da tarifa
  • Conferir taxas finais
  • Checar conexão e tempo de espera
  • Pesquisar a reputação da empresa

Fazer isso reduz muito as chances de cair em armadilhas.

A Black Friday pode valer a pena — se você souber jogar

As promoções de voos podem, sim, render ótimos negócios. Mas só para quem compra com atenção. Entender o risco de overbooking e conhecer seus direitos do passageiro faz toda a diferença.

Antes de fechar a compra, vale a pergunta: esse preço é barato mesmo, ou pode sair bem caro depois?

[Fonte: Correio Braziliense]

Partilhe este artigo

Artigos relacionados