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Brasil propõe imposto climático para jatinhos e classe executiva

O Brasil quer criar um imposto climático sobre jatinhos e passagens de classe executiva para financiar ações ambientais globais. A proposta faz parte do plano “Roteiro de Baku a Belém”, que busca levantar mais de US$ 1 trilhão por ano para combater as mudanças climáticas.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Voar de jatinho particular ou em classe executiva pode ficar mais caro — e por um bom motivo. O Brasil propôs um imposto climático sobre a aviação de luxo, com o objetivo de financiar ações contra o aquecimento global. A ideia já tem apoio de países como França e Espanha e promete agitar o debate internacional antes da COP30, que será realizada em Belém (PA).

Um novo imposto para financiar o clima

Brasil propõe imposto climático para jatinhos e classe executiva
© Pexels

O plano faz parte do chamado “Roteiro de Baku a Belém”, documento elaborado pela presidência brasileira da COP30 com o objetivo de levantar US$ 1,3 trilhão anuais para medidas climáticas. A proposta inclui novas taxas sobre jatos executivos e passagens premium, além de tributos sobre transações financeiras internacionais.

Em entrevista, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, destacou que a medida segue uma tendência já discutida na Europa. “Tivemos em Sevilla essa proposta de cerca de dez países, da taxa para jatos e business class. É um exemplo do que pode ser feito. Esse é o caso de um compromisso que pode levantar recursos”, afirmou.

França e Espanha lideram apoio ao imposto verde

A proposta de taxar a aviação de luxo foi apresentada inicialmente por França e Espanha, com apoio de outros países europeus que defendem que os setores mais poluentes contribuam de forma proporcional ao impacto ambiental que geram.

Enquanto companhias aéreas comerciais buscam reduzir emissões com biocombustíveis e compensações de carbono, o transporte aéreo privado continua sendo um dos maiores emissores per capita do planeta — um único voo de jatinho pode emitir o equivalente a um ano de emissões de uma pessoa comum.

Outras ideias do “Roteiro de Belém”

Além do imposto sobre jatinhos e passagens executivas, o Brasil também sugeriu a criação de uma taxa internacional sobre transações financeiras, algo semelhante à antiga CPMF, mas em escala global. O documento aponta que investidores institucionais administram cerca de US$ 180 trilhões, e que uma realocação de apenas 0,5% desse valor poderia gerar US$ 900 bilhões.

Essa e outras medidas fazem parte da estratégia brasileira para viabilizar o financiamento das metas climáticas, especialmente em países em desenvolvimento, que sofrem os efeitos mais severos da crise ambiental.

Um novo capítulo na diplomacia climática

A proposta coloca o Brasil em posição de liderança nas discussões sobre financiamento climático global, tema central da COP30. A ideia é cobrar mais de quem polui mais — especialmente o setor de luxo — para garantir recursos às nações mais vulneráveis.

Se aprovada, a taxa pode inaugurar uma nova era de responsabilidade ambiental, transformando o modo como o planeta encara o custo da poluição.

[Fonte: CNN Brasil]

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