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Ciência

Brasil registra queda de 5,8% no número de nascimentos em 2024, aponta IBGE

O Brasil registrou em 2024 o menor número de nascimentos dos últimos anos. Segundo o IBGE, houve uma queda de 5,8% em relação a 2023, com recuos em todas as regiões do país. O instituto relaciona o fenômeno à redução da fecundidade, mudanças demográficas e reflexos persistentes da pandemia.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A taxa de natalidade no Brasil segue em trajetória de queda. Dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE revelam uma redução significativa no número de nascimentos registrados entre 2023 e 2024. O levantamento faz parte da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, que analisa tendências populacionais e comportamentos demográficos. Os números acendem um alerta sobre a velocidade do envelhecimento populacional e reforçam mudanças estruturais já observadas na última década.

Brasil registra 2,44 milhões de nascimentos em 2024

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© Pexels

De acordo com o estudo, cartórios brasileiros registraram 2.442.726 nascimentos em 2024. Desse total, 2.376.901 correspondem a crianças nascidas no próprio ano e registradas até o primeiro trimestre de 2025.
A comparação com 2023 — quando houve 2.523.267 nascimentos — evidencia uma queda de 5,8%, o equivalente a 146.366 nascimentos a menos. Os outros 65.825 registros, referentes a anos anteriores ou com data ignorada, representam cerca de 2,7% do total consolidado.

Queda ocorre em todas as regiões, com maior impacto no Sudeste e no Norte

A análise regional mostra que a redução da natalidade foi generalizada em 2024. O Sudeste registrou o maior recuo percentual, com queda de 6,3%, seguido pela região Norte, com 6,2%.
Entre os estados, os maiores declínios foram observados em:

  • Acre (-8,7%)

  • Rondônia (-8,6%)

  • Piauí (-8,2%)

A combinação de fatores econômicos, mudanças no planejamento familiar e a queda prolongada da fecundidade brasileira ajudam a explicar essas variações, segundo especialistas citados pelo instituto.

Marcha e maio concentram o maior número de nascimentos

O estudo também analisou o comportamento mensal dos registros. Em média, foram cerca de 198 mil nascimentos por mês em 2024.
Os meses com maior frequência foram março e maio, enquanto novembro apresentou o menor volume.
A pesquisa ressalta que esse padrão confirma tendências históricas: 52,1% dos nascimentos ocorreram no primeiro semestre, comportamento semelhante ao observado em anos anteriores.

Nascimentos seguem bem abaixo do período pré-pandemia

Ao comparar 2024 com a média anual de registros entre 2015 e 2019, período anterior à pandemia, o IBGE identificou uma queda ainda mais expressiva. Foram 491.578 nascimentos a menos, uma redução de 17,1% em relação àquele intervalo.
O instituto destaca que, nos últimos 20 anos, a diminuição registrada em 2024 foi mais intensa do que outras quedas marcantes, como as ocorridas entre 2015 e 2016 e entre 2019 e 2020 — esta última diretamente influenciada pelos impactos da Covid-19.

Tendência de baixa natalidade deve moldar futuro demográfico

Crise De Natalidade
© Cameorn Steele – Unsplash

Para o IBGE, a combinação entre redução da fecundidade, mudanças no comportamento reprodutivo e efeitos indiretos da pandemia compõe o cenário atual de declínio dos nascimentos no país.
A continuidade dessa tendência pode acelerar o processo de envelhecimento populacional, impactando políticas públicas em áreas como educação, saúde, previdência e mercado de trabalho.
O instituto conclui que entender as causas e a evolução dessa dinâmica será essencial para planejar o futuro demográfico brasileiro nas próximas décadas.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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