O clima está mudando — e o Brasil sente na pele
O Índice de Percepção de Mudanças no Clima (IPM-Clima), criado pela Quaest, entrevistou 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 3 e 16 de julho de 2025. O resultado é quase unânime: nove em cada dez brasileiros dizem que o clima “mudou demais” recentemente.
Entre os fenômenos mais citados estão:
- Ondas de calor mais intensas – mencionadas por 69% dos entrevistados.
- Secas prolongadas – apontadas por 42%, com destaque para o Centro-Oeste (48%).
- Mudança nas estações do ano – percebida por 35% dos participantes.
Outros efeitos sentidos, em menor escala, incluem geadas fora de época, incêndios florestais e chuvas intensas — fenômenos que também vêm sendo registrados por órgãos meteorológicos nos últimos anos.
Um país tropical, mas cada vez mais imprevisível

As percepções variam pouco entre as regiões, o que mostra que o problema é nacional. As ondas de calor se tornaram mais frequentes no Sudeste e no Sul, enquanto a seca castiga áreas do Norte e do Centro-Oeste.
Além disso, a sensação de que “as estações estão confusas” cresce em todo o país. O inverno parece cada vez mais curto, e o verão, mais longo e sufocante — com recordes de temperatura registrados em capitais como Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo.
Os especialistas alertam que essa instabilidade climática está diretamente ligada ao aquecimento global, potencializado por desmatamento, urbanização desordenada e emissões de gases do efeito estufa.
Um alerta que vem da percepção popular
O estudo da Quaest mostra que o tema das mudanças climáticas já não é mais algo distante ou restrito à comunidade científica. Ele está presente no cotidiano da maioria dos brasileiros — das contas de luz mais altas ao ar irrespirável das grandes cidades.
Entender que o clima mudou é o primeiro passo. O próximo é cobrar e adotar ações concretas para frear os impactos que, segundo a ciência, já estão em curso.
[Fonte: CNN Brasil]