Uma nova e poderosa onda de calor se aproxima do Brasil e promete desafiar limites já conhecidos. De acordo com a Climatempo, este será o sexto episódio de calor extremo em 2025, coincidindo justamente com a chegada da primavera astronômica, em 22 de setembro. O fenômeno não será apenas pontual: ele deve se espalhar por diferentes regiões, intensificando os riscos de incêndios, problemas de saúde e instabilidade climática.
Calor extremo no Sudeste
Na região Sudeste, o aquecimento será brutal. Áreas do centro-oeste e norte de São Paulo e Minas Gerais podem registrar marcas próximas de 40°C. Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte terão dias sufocantes, com chance de ficarem muito próximas de seus recordes históricos de calor.
Segundo os meteorologistas, esse comportamento não é comum para setembro, mês em que a primavera costuma trazer temperaturas mais amenas. Dessa vez, no entanto, o cenário será bem diferente.
Centro-Oeste sob temperaturas explosivas
Se no Sudeste o calor será incômodo, no Centro-Oeste ele será avassalador. Goiânia, Brasília, Campo Grande e Cuiabá estão entre as capitais que podem ultrapassar os 40°C. Em algumas cidades, a expectativa é de novos recordes para 2025.
A capital federal, por exemplo, já viveu ondas de calor fortes em anos recentes, mas especialistas afirmam que a persistência das altas temperaturas neste mês pode trazer efeitos graves à saúde da população, como aumento de casos de desidratação e agravamento de problemas respiratórios.
Norte e Sul também sentem os efeitos
No Norte do Brasil, Palmas deve registrar calor extremo, também acima de 40°C. Já no Sul, o norte do Paraná vai enfrentar temperaturas muito acima da média, com dias consecutivos de forte aquecimento. Isso pode provocar desconforto térmico e elevar o risco de queimadas.
O mapa climático da Climatempo mostra em vermelho as áreas que terão temperaturas pelo menos 5°C acima da média histórica de setembro. As regiões em laranja, por sua vez, devem registrar de 3°C a 5°C acima do normal.
Fenômenos inesperados: poeira e instabilidade
Com o solo seco e o calor intenso, será possível observar a formação de redemoinhos de poeira em algumas áreas. Cortinas de poeira levantadas pelo vento também poderão ocorrer antes das pancadas de chuva.
Esse efeito não apenas reduz a visibilidade em estradas, mas também agrava problemas de saúde, especialmente para quem sofre de doenças respiratórias como asma e bronquite.
Vai chover?
Apesar do calorão, o tempo não ficará totalmente seco. A umidade vinda do Norte do Brasil deve avançar para o Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo pancadas isoladas de chuva. Embora bem-vindas, essas chuvas não serão suficientes para dissipar o calor ou aliviar os impactos da onda.
Especialistas explicam que esse padrão de chuvas rápidas após o calor extremo pode até intensificar a sensação de abafamento, criando um ambiente desconfortável e, em alguns casos, perigoso para pessoas mais vulneráveis.
O que esperar daqui para frente
Seis ondas de calor em apenas nove meses ligam um sinal de alerta para os meteorologistas. O aumento na frequência e intensidade desses eventos está associado às mudanças climáticas globais e pode indicar um futuro em que ondas extremas de calor se tornem cada vez mais comuns.
Para a população, o recado é claro: hidratação, sombra sempre que possível e atenção redobrada com idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Além disso, a recomendação é evitar atividades físicas intensas nos horários de maior aquecimento, geralmente entre 11h e 16h.
[ Fonte: CNN Brasil ]