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Tecnologia

Carro voador da Tesla é apresentado e promete desempenho impressionante

A Tesla revelou o novo Roadster, um superesportivo elétrico equipado com tecnologia da SpaceX. O veículo realizou manobras aéreas impressionantes e promete desempenho muito acima dos carros convencionais.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Um carro elétrico que sobe por uma parede, fica de cabeça para baixo e depois salta pelo ar antes de pousar suavemente. Parece uma cena de ficção científica, mas foi exatamente o que a Tesla demonstrou durante a apresentação de seu novo Roadster. O superesportivo desenvolvido pela empresa de Elon Musk utiliza propulsores inspirados na tecnologia espacial da SpaceX e promete acelerar de zero a quase 100 km/h em menos de um segundo.

Tesla faz Roadster voar durante apresentação no Texas

Carro voador da Tesla é apresentado e promete desempenho impressionante
© YouTube

A demonstração aconteceu em 15 de outubro de 2026, nas instalações de testes de foguetes da SpaceX, em McGregor, no Texas.

Durante o evento, o Roadster subiu por uma estrutura curva semelhante a uma pista de brinquedo gigante. O veículo continuou avançando mesmo quando ficou completamente invertido, com as rodas apontadas para cima.

Em seguida, deixou a rampa, girou no ar e realizou um pouso controlado.

Em outra demonstração, o superesportivo saltou sobre uma fila de veículos da própria Tesla, incluindo o Cybertruck, o Model Y e o caminhão elétrico Semi.

As manobras foram realizadas com um protótipo real, mas em condições cuidadosamente preparadas.

Segundo a reportagem da agência Reuters sobre a apresentação do novo Roadster, a fabricante pretende iniciar a produção do modelo em 2028, quase uma década depois de sua apresentação original.

Como funciona a tecnologia da SpaceX que permite ao carro voar?

O segredo está em uma combinação de ventiladores de alta potência e propulsores de gás comprimido.

O Roadster possui um sistema de sucção instalado sob a carroceria, capaz de gerar uma força que mantém o veículo aderido à superfície.

De acordo com a Tesla, esse mecanismo pode produzir uma força equivalente a duas vezes a aceleração da gravidade, permitindo que o carro percorra trechos invertidos.

Para realizar os saltos, entram em ação os propulsores desenvolvidos com tecnologia utilizada pela SpaceX.

Eles liberam gás armazenado sob altíssima pressão, produzindo impulsos capazes de alterar a trajetória do veículo.

Diferentemente dos foguetes tradicionais, o sistema não depende da combustão de combustível para gerar esses impulsos.

Segundo os engenheiros da Tesla, o conjunto utiliza aproximadamente 600 litros de gás comprimido distribuídos por reservatórios especiais.

A versão mais avançada poderá contar com dez propulsores posicionados ao redor do automóvel.

Apesar da demonstração, isso não significa que o Roadster possa funcionar como um avião ou realizar viagens aéreas convencionais. O que foi apresentado foram saltos e manobras controladas de curta duração.

De zero a 100 km/h em menos de um segundo

Além das manobras aéreas, a Tesla apresentou números de aceleração incomuns até mesmo para superesportivos.

Durante o evento, um protótipo atingiu 60 milhas por hora, aproximadamente 96,6 km/h, em apenas 0,81 segundo.

A empresa também divulgou projeções ainda mais ambiciosas para determinadas configurações do veículo.

O desempenho é possível graças à combinação entre motores elétricos e propulsores adicionais, que oferecem impulso extra durante a aceleração.

Entretanto, os resultados apresentados ainda precisam ser confirmados por testes independentes em condições padronizadas.

A fabricante também anunciou velocidade máxima superior a 370 km/h e autonomia estimada de aproximadamente 480 quilômetros.

Esses números representam metas e especificações divulgadas pela Tesla, não resultados definitivamente comprovados para modelos de produção.

Roadster terá três versões, incluindo uma capaz de realizar saltos

A Tesla anunciou três configurações para o novo superesportivo.

Performance: Dois lugares e sistema de sucção para melhorar a aderência

Thrust: Dois lugares e propulsores traseiros para aceleração extrema

Rocket: Um lugar e dez propulsores para saltos e manobras aéreas

A versão Rocket será a mais radical e terá disponibilidade limitada a compradores convidados.

A empresa abriu reservas para as configurações Performance e Thrust, com depósitos anunciados de US$ 50 mil e US$ 250 mil, respectivamente.

Os preços finais dos veículos ainda não foram detalhados.

O novo Roadster poderá circular normalmente pelas ruas?

Essa é uma das principais dúvidas sobre o projeto.

Embora a Tesla tenha demonstrado o funcionamento dos propulsores, ainda não está claro como as autoridades regulamentarão um automóvel capaz de executar manobras aéreas.

Sistemas de propulsão por gás comprimido também levantam questões relacionadas à segurança de pedestres, ao controle do veículo e ao funcionamento em ambientes urbanos.

O modelo precisará atender às exigências legais dos mercados onde for comercializado.

Além disso, as demonstrações ocorreram em uma instalação privada, preparada especificamente para os testes.

Portanto, ainda não existe confirmação de que todas as funções apresentadas poderão ser utilizadas livremente em vias públicas.

Por que a Tesla demorou quase dez anos para apresentar o carro?

A segunda geração do Roadster foi anunciada originalmente em novembro de 2017.

Na época, Elon Musk prometeu um superesportivo elétrico com aceleração extraordinária e autonomia muito superior à dos modelos disponíveis.

A produção estava inicialmente prevista para 2020, mas o projeto sofreu sucessivos adiamentos.

Durante esse período, a Tesla concentrou esforços em outros veículos, como Model 3, Model Y e Cybertruck, além de ampliar seus investimentos em inteligência artificial e robótica.

Agora, a empresa pretende iniciar a fabricação em 2028.

O Roadster funciona também como uma vitrine tecnológica para demonstrar o potencial da engenharia da Tesla e sua colaboração com a SpaceX.

O salto realizado no Texas mostrou que determinadas manobras antes associadas à ficção científica já podem ser executadas em condições controladas.

O desafio será transformar essa demonstração em um produto comercial seguro, confiável e viável.

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