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Ciência

Cidade no Alasca ficará 64 dias sem ver o sol — veja como é viver na escuridão

Imagine assistir ao último pôr do sol do ano… em novembro. Para os moradores de Utqiagvik, no extremo norte do Alasca, isso já é rotina — e eles estão prestes a entrar em mais de dois meses de escuridão contínua.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Utqiagvik (antiga Barrow), a cidade mais ao norte dos Estados Unidos, terá seu último pôr do sol nesta terça-feira (18), às 13h36 no horário local. Depois disso, o sol só volta a aparecer em 22 de janeiro.

Serão 64 dias de um fenômeno natural chamado noite polar, comum nas regiões acima do Círculo Polar Ártico.

O que é a noite polar — e por que o sol some totalmente?

Cidade no Alasca ficará 64 dias sem ver o sol — veja como é viver na escuridão
© Pexels

A noite polar acontece por causa da inclinação do eixo da Terra.

Durante o inverno no Hemisfério Norte, o topo do planeta se inclina de forma que o Sol não chega a cruzar o horizonte.

Segundo a meteorologista Allison Chinchar, da CNN:

“A inclinação faz com que nenhum disco do Sol seja visível acima do horizonte.”

Mas isso não significa escuridão absoluta por 24 horas. Durante parte do dia, Utqiagvik entra no chamado crepúsculo civil, quando o céu fica com uma leve claridade — como se fosse 20 minutos antes do nascer do sol. Só que essa “quase luz” depende do tempo: se nevar ou nublar, ela some completamente.

Como é viver 64 dias no escuro?

Com cerca de 4.900 habitantes, Utqiagvik vive um estilo de vida moldado há gerações pelo clima extremo.

A rotina inclui:

  • passar mais tempo dentro de casa;
  • armazenar comida durante o ano;
  • depender fortemente de energia elétrica;
  • ajustar horários e atividades ao pouco de claridade disponível.

Para muitos, é simplesmente “a época do ano”.

Outras cidades do Alasca — como Kaktovik, Point Hope e Anaktuvuk Pass — também entrarão em períodos de escuridão total entre novembro e janeiro.

E não é só no Alasca: a noite polar acontece anualmente em partes da Noruega, Suécia, Finlândia e Groenlândia.

Depois da escuridão, vem o contrário: o dia polar

Quando o inverno termina, tudo se inverte.

A mesma inclinação que tira o Sol do horizonte traz, no verão, o sol da meia-noite, fenômeno também chamado de dia polar, em que o sol nunca se põe — são 24 horas de luz contínua.

Para quem vive ali, o desafio é o oposto: lidar com semanas sem escuridão e noites que nunca chegam.

A noite polar é um lembrete de como a vida perto do Polo Norte é radicalmente diferente — e como comunidades inteiras se adaptam a ciclos extremos de luz e escuridão. Para os moradores de Utqiagvik, o sol pode sumir por dois meses, mas a rotina segue — iluminada pela experiência de gerações e pela certeza de que, em janeiro, a luz sempre volta.

[Fonte: CNN Brasil]

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